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SENSIBILIZAÇÃO
Fonoaudiologia promove palestra sobre as implicações do ruído
Nesta terça-feira, 30, o Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculado a Empresa Brasileira de serviços Hospitalares – EBSERH, por meio do Serviço de Fonoaudiologia, promoveu a palestra “Menos ruído, mais saúde” para conscientizar a equipe multidisciplinar sobre os males do ruído e as consequências para o tratamento dos pacientes. O objetivo é privilegiar o bem-estar e contribuir à preservação de um ambiente mais saudável. A palestra contou com a mediação das residentes, Daniella Cristina Veloso (fonoaudiologia), e Fernanda de Sousa Alves da Silva (psicologia).
A abordagem considerou pontos importantes como a diferença entre o som e o ruído, utilidade do decibelímetro (aparelho que verifica a intensidade do som) e a comparação entre tipos de sons ambientais externos e internos. As especialistas contam que durante a medição do decibelímetro foi encontrado na UTI sons compatíveis com cortadores de grama.
Daniella Veloso, residente de fonoaudiologia, destaca a origem dos ruídos e a importância de promover essa atividade. “O paciente já está fragilizado no setor de UTI e o ruído impede o seu descanso. Esses ruídos provem de diversas formas: dos aparelhos, das bombas, dos equipamentos, conversas paralelas. É muito importante fomentar essas atividades dentro da UTI porque nós temos uma equipe multidisciplinar, e é interessante que todos tenham a consciência dos malefícios. Não só para o paciente, mas também para o nosso trabalho, pois pode causar estresse profissional e falta de concentração”.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição sonora é o segundo maior agente poluidor ambiental, depois da poluição do ar. Portanto, é fator prejudicial à saúde pública. No mundo, o dia 24 de abril é destinado ao Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído, com diversas atividades e entre elas, 60 segundos de silêncio, a fim de demonstrar o impacto do ruído na vida cotidiana da população.
Dentre os males está o fator psicológico. A residente de psicologia, Fernanda Silva, ressalta os efeitos do ruído e as estratégias para combatê-lo “Deixar o paciente num ambiente de estresse, de nervosismo, pode alterar seu batimento cardíaco, respiração e até atrapalhar a cicatrização de feridas. Dependendo da intensidade, alguns possuem dificuldade de entender o que os profissionais estão orientando na hora do round, de passagem de plantão. Aplicamos um questionário com 55 profissionais em que colocaram a visão deles, suas queixas, como percebem esse ruído na UTI. A intenção é averiguar de que forma isso tem interferido em suas vidas, se tem causado insônia, irritabilidade, estresse, se eles acreditam que pode ser reduzido o ruído no ambiente hospitalar, abrindo espaço para sugestões”.
Por Beatriz Abrantes