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SAÚDE
Avanços no tratamento da doença de Parkinson: tecnologia e esperança para pacientes no SUS
São Luís (MA) - No dia 11 de abril, celebra-se o Dia da Conscientização da doença de Parkinson. De acordo com as estimativas globais da OMS, mais de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com a patologia. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, esse número tende a aumentar.
A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, ficando atrás apenas do Alzheimer. De acordo com os especialistas, ela tem uma prevalência que varia conforme a faixa etária e a região, mas, em geral, afeta cerca de 1 a 2% da população acima de 60 anos e até 4% dos idosos com mais de 80 anos.
Sem causa definida
Para Jairo Ângelos, neurocirurgião do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA/Ebserh), a causa da doença ainda é uma pergunta a ser respondida pela ciência. “Em torno de 95% dos casos, ela surge de maneira desconhecida na população. Acredita-se, no entanto, que possa haver uma combinação entre predisposição genética e um fator externo desconhecido, que desencadeia as alterações patológicas. O desenvolvimento dos sintomas baseia-se na diminuição da dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle dos movimentos no corpo”.
A doença é progressiva e afeta a qualidade de vida de diferentes formas, podendo ter um prejuízo motor, que afeta a mobilidade e a independência funcional, impactando o manuseio de instrumentos e o autocuidado; o não motor que pode causar dor, constipação intestinal e sintomas psiquiátricos como depressão e ansiedade; e o social por conta do tremor, lentidão e alteração de equilíbrio.
Saiba mais sobre a doença
A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, ficando atrás apenas do Alzheimer. De acordo com os especialistas, ela tem uma prevalência que varia conforme a faixa etária e a região, mas, em geral, afeta cerca de 1 a 2% da população acima de 60 anos e até 4% dos idosos com mais de 80 anos.
Parkinson é uma doença progressiva e afeta a qualidade de vida de diferentes formas, podendo ter um prejuízo motor, que afeta a mobilidade e a independência funcional, impactando o manuseio de instrumentos e o autocuidado; o não motor que pode causar dor, constipação intestinal e sintomas psiquiátricos como depressão e ansiedade; e o social por conta do tremor, lentidão e alteração de equilíbrio.
A causa do Parkinson ainda é uma questão em aberto para a ciência. Os médicos destacam que em torno de 95% dos casos, a doença surge de maneira desconhecida na população. O desenvolvimento dos sintomas está relacionado à diminuição da dopamina, neurotransmissor responsável pelo controle dos movimentos. Ela não tem cura e que a principal medicação para tratar os sintomas motores está disponível no Brasil desde a década de 1970. A medicação mais usada utiliza o princípio ativo da levodopa associada a um inibidor da enzima dopa-descarboxilase.
Entre os principais desafios no tratamento do Parkinson, estão a ausência de terapia modificadora da doença; a variabilidade individual na resposta ao tratamento e seus efeitos colaterais; a necessidade de tratamento multidisciplinar; a presença de sintomas não motores que não respondem ao tratamento convencional com levodopa; e a dificuldade de acesso a terapias avançadas.
Serviço
O HU-UFMA conta com um ambulatório especializado em Distúrbios do Movimento na Neurologia, onde são oferecidas consultas médicas, aplicação de toxina botulínica e triagem para possíveis casos cirúrgicos. “O hospital já realiza a cirurgia de palidotomia, que consiste na lesão térmica de uma região do cérebro responsável pelo controle dos movimentos anormais de um lado do corpo. Além disso, está em processo de implementação da estimulação cerebral profunda”, conclui o neurocirugião Jairo.
Sobre a Ebserh
O HU-UFMA faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.