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Confira entrevista com médico infectologista do HC sobre o Dezembro Vermelho
Hoje, comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Aids, data que também marca o início do Dezembro Vermelho, campanha nacional instituída pela Lei nº 13.504/2017 que busca mobilizar a sociedade na luta contra o vírus HIV, a aids e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV. De acordo com dados da Uniaids Brasil (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo, em 2020, das quais1,5 milhão foram infectadas recentemente pelo vírus. O Hospital das Clínicas da UFPE acompanha os pacientes com a doença por meio do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitária (DIP). A Unidade de Comunicação Social do HC entrevistou o chefe do Serviço de DIP, médico infectologista Paulo Sérgio Ramos, que falou sobre a importância da campanha, formas de prevenção da infecção e os principais desafios na luta contra a aids. Confira:
Qual a importância divulgar do Dezembro Vermelho?
Esta pauta deve estar sempre sendo revisitada, pois diz respeito a todos os avanços no tratamento e na qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/Aids. Mais de 1,5 milhões de pessoas foram infectadas no mundo pelo HIV, em 2020.
Quais as formas mais eficazes de prevenir o HIV/Aids?
Atualmente, entendemos que não existe uma forma única e mais eficaz para a prevenção. É necessário entendermos o contexto social, emocional, cultural e as práticas sexuais realizadas, para que desta forma possamos oferecer e apoiar o conceito de prevenção combinada. Essa prática contempla o uso de preservativos, gel lubrificante, tratamento de outras ISTs, vacinação contra hepatite B e HPV, além de duas ferramentas muito importantes: a profilaxia pré-exposição e pós-exposição ao HIV. Sem a integração dessas medidas e sem perspectiva de vacina, não vislumbramos o controle da epidemia.
Quais são os principais tratamentos? Existe alguma novidade?
O tratamento inicial, na maioria das vezes, é oferecido através de uma combinação de três drogas que estão contidas em um ou dois comprimidos ao dia. A grande novidade é que já foi aprovado nos Estados Unidos um tratamento com medicação oral ou injetável, em uma única tomada ao mês, o que deverá melhorar muito a adesão no futuro.
Qual o maior desafio enfrentado pelos médicos do HC nesse combate?
Nosso maior e mais difícil desafio é manter os nossos pacientes aderentes à terapia antirretroviral. O segundo desafio é motivá-los a ter um estilo de vida saudável para que possam ter qualidade de vida.