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“Quem não virou virará” abre o Carnaval no HC com alegria, humanização, frevo e maracatu
Ao som dos clarins da orquestra de frevo e na batida das alfaias do maracatu, o Carnaval começou no Hospital das Clínicas da UFPE com o desfile do bloco “Quem não virou virará”, na manhã desta terça-feira (18). A agremiação criada pelos profissionais da assistência da UTI adulto do HC saiu do setor com os seus participantes, estandarte e a mascote estreante Viradinho para desfilar pelo estacionamento do hospital no trajeto da portaria dos ambulatórios até a portaria administrativa.
A cada ano, o bloco sai maior e mais animado. Nesta sexta edição, a agremiação contou com a animação da orquestra de frevo Multisons, com o ritmo do grupo de percussão Poço de Batuque, com a energia dos passistas da Companhia Saltos, com o boneco gigante em homenagem a Chico Science e, claro, com a alegria dos funcionários, pacientes e seus acompanhantes.
“O desfile superou as nossas expectativas: a animação da equipe e de todo mundo que desfilou com a gente e as nossas parcerias com a orquestra de frevo, o grupo de maracatu, os passistas. Foi tudo lindo e com uma energia incrível. Nosso bloquinho hoje está apoiado em três grandes pilares: sensibilizar para prevenir as lesões de pele; divertir para humanizar e doar para melhorar, já que com as doações conseguimos ajudar pacientes mais carentes com produtos de higiene”, comentou a enfermeira Andreia Mendonça, uma das organizadoras do bloco.
Como já é tradicional, muitos pacientes que ficaram internados na UTI também participam do bloco. “Já ‘brechei’ o bloco passar lá de cima quando eu estava internada há dois anos. Agora, venho para desfilar e me divertir”, disse a aposentada Sueli da Silva, de 66 anos, uma das mais animadas no desfile.
Sueli se prepara para a sua 27ª cirurgia no HC. “A primeira foi uma bariátrica com o saudoso cirurgião Edmundo Ferraz, em 1999, e agora sou acompanhada pelo filho dele, Álvaro Ferraz. Só tenho a agradecer a todos daqui do HC”, completou.
A dona de casa Wesleidy Bezerra e a estudante universitária Rafaela Maria também ficaram longos períodos internadas na UTI e agora brincam no bloco. “Fiquei internada 15 dias, em 2023, e não consegui vir para no ano passado, mas este ano, em boas condições eu tinha que vir”, disse Wesleidy. Rafaela ficou 52 dias internadas no HC, 41 deles na UTI, em 2024. “Eu nem sou muito de carnaval, mas a equipe (da UTI) me convidou e falou como era bom. E realmente foi ótimo o astral e a energia daqui”, afirmou.
Criado para difundir a importância da prevenção da lesão por pressão em pacientes acamados por grande período, o bloco entoou frevos e marchinhas com letras adaptadas com o foco na mudança de posição dos pacientes (daí o nome do bloco) para evitar as lesões.
As novidades deste ano foram a criação do hino do bloco, de Beto Xavier; e a adaptação de Ilariê “Tá na hora, tá na hora/Tá na hora de virar/Vira vira paciente/Pra ferida não formar”. Essas músicas se juntaram às adaptações de “Ó, Abre-Alas!”, de Chiquinha Gonzaga, e dos frevos “Morena” Tropicana, de Alceu Valença, e o Hino da troça Ceroula de Olinda, além de sucessos em ritmo de frevo e muito manguebeat em homenagem a Chico Science.
Sobre a Ebserh
O HC-UFPE faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Moisés de Holanda
Coordenadoria de Comunicação Social