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Visita faz parte de programa nacional de aprimoramento no diagnóstico e tratamento da doença.
MEAC recebe tutoras da Beneficência Portuguesa para instrução na realização de ultrassonografias para mapeamento de endometriose
Fortaleza (CE) – A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), do Complexo Hospitalar da UFC, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), segue firmando passos na oferta de excelência no diagnóstico da endometriose. Nesta terça (1º) e quarta-feira (02), oito médicos imaginologistas participaram de uma imersão na realização de 25 exames de ultrassonografia para mapeamento desta patologia com laudo estruturado, acompanhados por duas instrutoras da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). Esta é a primeira etapa de visita da equipe da BP dentro do projeto nacional, em parceria com o Ministério da Saúde, chamado “Endometriose Brasil: Programa de aprimoramento profissional para diagnóstico e tratamento da doença”. O segundo momento de tutoria acontecerá nos dias 11 e 12 de agosto, com a realização de seis cirurgias minimamente invasivas.
A instrutora da BP Carolina Travassos Fusco disse que encontrou na MEAC uma estrutura consistente para o acompanhamento da endometriose. Estes dois dias, segundo ela, foram uma oportunidade, principalmente, de troca de experiências entre os profissionais da BP e da Maternidade-Escola. “O que vamos levar é esse contato de rede, capaz de compartilhar opiniões, ajudar em laudos, encaminhar pacientes. É muito enriquecedor para todo mundo. Para pacientes, para equipe médica e para o serviço”, afirmou.
Eugênia Carla Sousa Batista, ginecologista obstétrica da MEAC, foi uma das sete imaginologistas que receberam a formação. Conforme ela acentuou, o momento foi de intenso aprendizado: “Esse projeto tem um significado muito grande para nós que somos ultrassonografistas da casa. Estamos ampliando a nossa visão de uma doença tão prevalente como é a endometriose e isso vai possibilitar melhorar o exame, aprofundar o nosso conhecimento e, assim, ajudar mais a população”. Antes desse momento presencial, os profissionais da MEAC também cumpriram o curso à distância proposto pela BP, com carga horária de seis horas.
A dona de casa Giocelene Miranda, de 43 anos, foi uma das pacientes que participaram dos exames de mapeamento durante a capacitação. Ela se recorda que sente, há cerca de seis anos, os sintomas de fortes dores no período menstrual e durante a evacuação. Sua experiência ao ser examinada foi satisfatória, conforme ela mesma contou: “Eu achei o exame bem elaborado e específico. Eles clarearam para mim onde eram os locais de focos [da endometriose]. Foi um exame bem completo”.
Mapeamento da endometriose
O mapeamento, explicou Carolina Travassos Fusco, é um exame ultrassonográfico detalhado para avaliação dos focos de endometriose profunda, para que, assim, o cirurgião ginecológico saiba onde as lesões estão localizadas. “É capaz de ver não só as estruturas pélvicas habituais como útero e ovários, mas conseguimos ver muito bem também a bexiga, o intestino, a vagina e as estruturas adjacentes”. Ele é feito nas regiões transvaginal, abdominal e urinária e exige um preparo intestinal (limpeza por meio de laxante) para melhor visualização deste órgão.
Saiba mais:
A MEAC é referência no atendimento a pacientes com endometriose e está entre os cinco hospitais selecionados pelo Programa em todo Brasil. Também participam o Hospital da Mulher – Maria Luiza Costa dos Santos (BA), e outros três vinculados à Ebserh: o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (MA), o Hospital Universitário Getúlio Vargas (AM) e o Hospital Universitário Júlio Müller (MT).