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CAPACITAÇÃO
Curso internacional reduz 22,5% da fila para histeroscopia na MEAC em 5 dias
Aos 53 anos, a hoje aposentada Maria do Carmo Almeida da Silva havia sido diagnosticada com nódulo miometrial (póli
po). Ela teve um sangramento após a menopausa e o sintoma chamou a atenção dos médicos, levando-a a uma endoscopia. Passaram-se 10 anos até que ela, finalmente, conseguiu retirar o pólipo. O procedimento foi realizado por especialistas que estão participando do Curso Internacional de Histeroscopia Diagnóstica e Cirúrgica. De 27 a 31 de outubro de 2017, cerca de 30 médicos ginecologistas-obstetras receberam aulas teóricas e realizaram práticas no curso, sediado na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC). Ao todo, 27 mulheres tiveram seus atendimentos antecipados graças à capacitação, diminuindo uma fila de 120 pacientes à espera dos procedimentos.
Conduziram os treinamentos os médicos Luca Mencaglia, Diretor da Florence, Centro de Cirurgia Ambulatorial e Infertilidade de Firenze, na Itália; Luiz Cavalcanti de Albuquerque Neto, Professor Adjunto Doutor e chefe do Setor de Histeroscopia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Thiago Guazzelli e Mariana da Cunha Vieira, ambos médicos do Setor de Histeroscopia da Unifesp, e Raquel Autran Coelho, professora adjunta do Departamento de Saúde Materno Infantil da Universidade Federal do Ceará (UFC) e chefe do Setor de Ensino da MEAC.
O curso, composto pelos módulos Histeroscopia Ambulatorial com Set de Bettocchi e Histeroscopia Cirúrgica com Ressectoscópio, foi promovido pelo European Institute of Endoscopic Science e já havia sido realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. “Ficamos muito felizes com o nível da turma em Fortaleza, que, muito produtiva, respondeu de forma satisfatória. A estrutura e a organização da MEAC foram excelentes, me chamando a atenção, especialmente, nas atividades realizadas no domingo”, avalia o professor Thiago Guazzelli.
O professor Luiz Cavalcanti, por sua vez, explica que o objetivo do curso foi proporcionar aos médicos ginecologistas a oportunidade do aprendizado com ênfase no treinamento prático. “É um treinamento bastante eficiente, que facilita que os médicos aprimorem seu conhecimento, através de material didático atualizado, equipamentos e modelos para treinamento e execução de exercícios práticos”.
A médica Nathália Posso Lima, ginecologista obstetra do Hospital Geral e Maternidade César Cals, endossou as palavras do professor. Ela já havia participado de outro treinamento em São Paulo e, quando soube que a MEAC estava trazendo para Fortaleza, não perdeu a oportunidade. “Eu não tinha cursado ainda a etapa cirúrgica. A simulação em modelo também é muito interessante, pois complementa minha formação anterior e dá mais segurança no atendimento à paciente. Sendo o curso em Fortaleza, foi ainda melhor, pois consegui conciliar com minha rotina, além dos contatos importantes com colegas de outros hospitais”, disse.
Luiz Cavalcanti destaca que o maior ganho é entender um melhor método para o diagnóstico ambulatorial com resolução cirúrgica rápida e simples. “Além disso, há um custo muito baixo. Isso é importante principalmente nas regiões de baixa situação econômica”.