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DEDICAÇÃO E PROFISSIONALISMO
Centro de Apoio ao Idoso completa 15 anos de serviço à população
O Centro de Apoio ao Idoso é suporte tanto para os idosos como para família desses pacientes.(Foto: Sarah Serafim)
Há 15 anos, o professor João Macedo, chefe do serviço de Geriatria, em parceria com a Universidade Federal do Ceará, iniciou um projeto no Hospital Universitário Walter Cantídio que oferece suporte diferenciado aos pacientes acima de 60 anos: o Centro de Apoio ao Idoso. “A prática geriátrica requer, para a tomada de decisão clínica, uma criteriosa integração do conhecimento científico com a experiência clínica, as atitudes, os valores e as preferências dos pacientes e de suas famílias”, explica o Professor João.
Atualmente, o Centro conta com 14 profissionais fixos e quatro residentes de Geriatria e oferece serviços de Neuropsicologia, Assistência Social, Nutrição, Enfermagem, Clínica Geral, além de Geriatria. No último ano, foram 5.415 atendimentos, sendo a maioria deles (2.848) relacionados ao Alzheimer. O Serviço de Geriatria do HU é referência no tratamento da doença.
O Centro de Apoio ao Idoso é suporte tanto para os idosos como para família desses pacientes. O Serviço Social do Centro reúne, na terceira quarta-feira de cada mês, um grupo de apoio aos familiares e cuidadores para orientações sobre como acompanhar os idosos. A assistente social Deuciângela Carvalho afirma que muitos deles chegam encaminhados dos postos de saúde, onde os médicos percebem a falta de assistência familiar. “Em diversos casos, o idoso chega aqui sozinho, com uma má alimentação, sem exames, dificultando o tratamento. Aqui, nós entramos em contato com a família para sensibilizar e tentar fazer com que ela o acompanhe”.
Francisco Domingos, de 82 anos, é paciente do ambulatório desde 2013, quando foi diagnosticado com Alzheimer. A família também é atendida pelo Centro desde então, recebendo recomendações e acompanhando o tratamento do paciente. “Gosto muito do atendimento do ambulatório, tanto por parte dos médicos como também dos demais profissionais, enfermeiras, assistentes sociais, recepcionistas… A gente se sente bem acolhido e confiante”, afirma Luíza Barros, que, junto com a filha Cláudia Maria, sempre acompanha o marido Francisco para consultas a cada três meses.
Dentre os temas já vistos no grupo estão: primeiros socorros em idosos; educação em saúde bucal (feito em parceria com o Projeto Sorriso Grisalho do curso de Odontologia da UFC); cuidados nutricionais com o idoso; atividades de autocuidado para o cuidador; promoção da independência e da autoestima da pessoa idosa; dicas para melhorar a memória e a capacidade de retenção; noções de cuidado no asseio cotidiano do idoso; orientações sobre violência contra a pessoa idosa.
Treinamento para Cuidador de Idosos
O Centro e o Serviço de Geriatria do HU, em parceria com o Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará (IGC), oferece semestralmente o Treinamento para Cuidadores e Familiares de Pacientes Idosos Portadores de Demência. Os encontros acontecem em dois sábados e, neste ano, chegam a sua vigésima edição.
Médicos professores da Universidade e profissionais do HU (psicólogos, enfermeiros, assistente social, terapeutas ocupacionais e geriatras) compõem o time de profissionais que ministram as aulas. Acompanhe a oferta de novas turmas pelo
site
do HUWC.
Uma das alunas da última turma, realizada neste mês de julho, foi Íris de Fátima, de 56 anos. Ela já tinha experiência profissional em cuidar de idosos, mas fez o curso para aperfeiçoar o cuidado com sua mãe, que tem Alzheimer. “Aprendi muitas coisas novas, como controlar melhor os horários dos medicamentos e o manuseio do idoso no asseio. Foi a primeira vez que eu fiz o treinamento e já pretendo me inscrever na próxima turma”, afirma Íris.
Saiba mais
Entre 2005 e 2015, a proporção de idosos – pessoas com 60 anos ou mais – na população do Brasil passou de 9,8% para 14,3%. Os dados são do estudo “Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2016”. A pesquisa levantou informações do IBGE e dos Ministérios da Educação, da Saúde e do Trabalho.
O IBGE prevê que, no Brasil, por volta do ano de 2050, o número de idosos triplique no país. Haverá cerca de 73 idosos para cada 100 crianças em um cenário no qual a população brasileira chegue a aproximadamente 215 milhões de habitantes.
Além da redução da taxa de natalidade, um dos fatores considerados para o envelhecimento da população é o aumento na expectativa de vida dos brasileiros, hoje de 72,78 anos. E a tendência é só aumentar. Em 2050, a expectativa de vida subirá para 81,29 anos, igualando a de países como Islândia (81,80 anos) e Japão (82,60).
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
Unidade de Comunicação Social
Hospital Universitário Walter Cantídio
Complexo Hospitalar da UFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
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