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Banco de Leite é padrão Ouro pela quarta vez
Marília Monte é uma das mães que fazem questão de elogiar e agradecer pelo trabalho da equipe do Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC). No dia 13 de outubro do ano passado ela entrou em trabalho de parto com apenas 25 semanas de gestação. A filha, Clarisse, só conseguiu sugar diretamente do peito com quase 3 meses de nascida. Mas desde o primeiro dia de vida, alimenta-se do leite materno, ordenhado com o auxílio das profissionais do BLH. “Elas nos dão orientação e apoio. São muito pacientes, nos ajudam com seu trabalho e suas palavras de estímulo. São fundamentais para todas nós”, diz a mãe.
Como Marília, outros milhares de mulheres recebem assistência do Banco de Leite da MEAC. Somente de julho de 2015 a junho de 2016 (último período analisado pela FioCruz), foram realizados 20.267 atendimentos individuais e em grupo pela equipe do BLH. Em média, o Banco de Leite distribui 9 litros por dia por isso, seu estoque de segurança, que está sempre no limite mínimo, precisa ser de 30 litros.
A avaliação para renovação do credenciamento na Rede Global de Bancos de Leite Humano, conduzida pela FioCruz, considera aspectos como equipamentos tecnológicos, capacitação da equipe, produção (coleta, pasteurização, distribuição) e manutenção dos dados mensais de acompanhamento. Os Bancos de Leite classificados são, então, enquadrados nas categorias Ouro (pontuação de 90 a 103), Prata (pontuação de 80 a 89) ou Bronze (pontuação de 70 a 79). A MEAC quase obteve a pontuação máxima, atingiu 102 dos 103 pontos totais.
Segundo a coordenação da Rede Global de Bancos de Leite Humano, esse credenciamento é uma ação estruturante e reguladora da gestão dos processos de trabalho, que tem como objetivo verificar o grau de conformidade que o BLH atinge na operação do Sistema de Informação da rede. Para a chefe do Banco de Leite da MEAC, a enfermeira Janaína Landim, o título de “Padrão Ouro” representa para toda a equipe um reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido. “Buscamos sempre atingir e manter um padrão de excelência na assistência prestada à sociedade, especialmente ao binômio mãe e filho” diz.
De julho de 2015 a junho de 2016, o BLH da MEAC coletou 1.078,70 litros de leite materno, uma média de 90 litros mensais. Para tanto, contou com cerca de 116 doadoras por mês. Entretanto, a campanha por cadastramento de novas doadoras é permanente. “Quando o filho deixa de mamar, a mulher, naturalmente, deixa de doar. Por outro lado, novas mães começam a mandar leite para nosso banco, uma solidariedade motivada por, entre outros fatores, um trabalho constante de busca ativa e sensibilização das mães desenvolvido dentro da instituição, indicação de profissionais da saúde e campanhas na mídia”, explica Janaina Landim.
Para ser doadora, a mulher precisa estar saudável, amamentando seu filho, estar com os exames pré ou pós-natal compatíveis com a doação de leite e cadastrar-se no BLH. Antes de ser doado ao recém-nascido, o leite coletado passa por controles laboratoriais e pasteurização e é incluído na dieta dos bebês conforme suas características nutricionais, como valores calóricos e proteicos adequados à necessidade de cada um.
O Banco de Leite Humano da MEAC foi fundado há 29 anos. Incentiva e promove o aleitamento materno por meio de ações como orientações às gestantes durante o pré-natal, atendimento às mães com dificuldade de amamentação, controle de qualidade do leite humano ordenhado, capacitação de profissionais da saúde, campanhas educativas na mídia e pesquisas científicas.
(85) 3366.8509.
Horário de funcionamento: Segunda a Sexta, das 7h às 19h.
Rua Coronel Nunes de Melo, s/n, Rodolfo Teófilo – Fortaleza/CE