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6 MESES
Readequação do PAM aumenta eficiência de atendimentos
Em agosto de 2018 o Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), precisou fechar as portas para a entrada de novos pacientes por quatro dias, já que a superlotação (que era rotina) saiu do controle, chegando a 65 pacientes na área verde, que tem capacidade para apenas três pacientes, ou seja, uma superlotação de 2160%.
Diante deste panorama a direção do Humap-UFMS se reuniu com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) com o objetivo de debater ajustes para acabar com as superlotações e ampliar as cirurgias eletivas.
Seis meses após a readequação do PAM, que continua com as mesmas 26 vagas de antes (mas sem superlotações), diversas melhorias já são verificadas, conforme apontam os indicadores assistenciais apresentados na manhã desta quinta-feira (21/11) pela direção do Humap-UFMS ao secretário municipal de saúde, José Mauro Filho.
“Durante a reunião a direção do Humap apresentou os dados qualitativos e quantitativos dos procedimentos realizados sob a égide do novo contrato com a Sesau. Na avaliação do MPF essa postura de transparência do prestador do serviço de saúde constitui importante passo para incrementar o número de cirurgias eletivas oferecidas à rede SUS (Sistema Único de Saúde)”, ressalta o procurador Pedro Gabriel Siqueira Gonçalves.
A taxa de ocupação dos leitos do PAM foi completa desde a readequação, em maio de 2019, mas, graças às melhorias nos processos de trabalho das equipes, houve grande redução do tempo médio de permanência dos pacientes no PAM: a redução da área verde foi de 68%, na área amarela de 30% e na área vermelha de 35%. Isto também impactou em todo o hospital, que apresentou redução média próxima de 30% na permanência dos pacientes nas demais enfermarias, incluindo terapia intensiva adulto.
Os indicadores demonstram que mesmo acabando com as superlotações e os leitos improvisados nos corredores houve redução de apenas 9% no número de pacientes atendidos no PAM no último trimestre, o que equivale a apenas 3 pacientes por dia, em média.
Com o fim das superlotações as condições de ensino para residentes e acadêmicos das mais diversas áreas também melhorou, uma vez que os preceptores têm mais tempo para ensinar e os residentes e acadêmicos têm mais tempo para aprender. "Importante frisar que em nenhum momento nossos acadêmicos e residentes tiveram prejuízo no processo de ensino aprendizagem e ainda conseguimos fortalecer a excelência no atendimento de portadores de doenças infectocontagiosas, permanecendo como referência no estado de Mato Grosso do Sul", esclarece a gerente de atenção à saúde, Dra Andréa de Siqueira Campos Lindenberg.
“A readequação do PAM permite que possamos realizar o tratamento dos pacientes com maior dignidade e respeito. O sucesso da readequação se reflete diretamente na felicidade de nossa equipe assistencial em prestar seu trabalho de excelência. A vivência diária no Humap e os números apresentados nos permitem dizer que estamos tratando mais pacientes, estamos tratando melhor estes pacientes e estamos ensinando melhor nossos acadêmicos e residentes”, afirma o chefe da Divisão Médica do Humap-UFMS, Dr Luís Felipe Antunes Ribeiro.
Outro dado que merece destaque é que após a readequação do PAM o número de óbitos ocorridos no hospital caiu 22%, sendo que atualmente estamos com a menor taxa de mortalidade da história da instituição.
Aumento de internações eletivas
Como consequência das readequações no PAM, gradualmente a quantidade de internações mensais do Humap-UFMS vem aumentando, sendo que no último trimestre este aumento foi de 12% em relação à média histórica, sendo 30% maior no mês de setembro. Esta mudança se deve ao aumento das internações eletivas. Com a mudança do perfil de atendimento do hospital as cirurgias eletivas já representam 70% de todas as cirurgias, tendo ocorrido um aumento de 68% na quantidade total de cirurgias eletivas realizadas após a readequação. Atualmente o Humap-UFMS zerou a fila de cirurgias eletivas de algumas especialidades e ampliou acesso a cirurgias eletivas para pacientes que aguardam na rede de atenção à saúde.
“Um dos fatores que auxiliaram no sucesso desta proposta foi a utilização de ferramentas de gestão da clínica, como controle da média de permanência, equipe de referência, alta responsável de pacientes complexos, entre outros. Isso permitiu que os pacientes sejam melhores atendidos, abreviando as altas e permitindo a internação de outros pacientes, acelerando o giro de leitos”, explica a chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Dra Cláudia Emília Lang.
Unidade de Tratamento do AVC
Com a readequação do PAM o Humap-UFMS também conseguiu implantar a Unidade de Tratamento do AVC, que permitiu acesso a mais de 120 pacientes em pouco mais de 5 meses, sendo que os números relacionados à assistência dessa Unidade são superiores aos apresentados como referência mundial de atendimento, como, por exemplo, realizar o diagnóstico com tomografia e realizar o tratamento curativo de pacientes portadores de AVC agudo em pouco mais de 15 minutos após sua entrada no hospital.
“O sucesso da readequação do nosso PAM é fruto de muito trabalho e comprometimento das equipes, que conseguiram, com planejamento e organização, manter os atendimentos, mas com maior eficiência devido à agilidade que alcançamos na gestão e no giro dos leitos. E os ótimos índices alcançados em 2019 demonstram que estamos no caminho certo”, frisa o superintendente do Humap-UFMS, Cláudio César da Silva.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.