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Ortopedia do Humap zera fila de pé torto em MS
O Serviço de Ortopedia do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS) conseguiu, na última terça-feira (28/05), zerar a fila de pacientes pediátricos com pé torto congênito (PTC) que aguardavam atendimentos no estado de Mato Grosso do Sul.
Eram 20 pacientes de Campo Grande e também de cidades do interior do estado esperando atendimento para avaliação, exames e agendamento de cirurgias. E mais quatro pacientes para colocação de gessos.
O pé torto congênito é uma deformidade complexa, que envolve tendões, ossos, músculos e vasos sanguíneos. Mas, sendo detectado e tratado logo nos primeiros meses de vida, as chances de reversão são muito altas.
Etapas
A deformidade pode ser diagnosticada ainda durante a gestação. Mas nem sempre isso acontece. “A maioria dos pacientes identifica o pé torto no ultrassom morfológico. Mas pacientes do interior do estado, que às vezes não têm tanto acesso a exames, acabam recebendo o diagnóstico quando nascem”, explica a chefe da Unidade do Sistema Musculoesquelético do Humap-UFMS, a ortopedista Marina Sassioto.
Após a primeira avaliação e exames, o bebê passa a utilizar gesso por um período entre cinco e 12 semanas, sendo o gesso substituído semanalmente.
Caso seja necessário é realizada uma cirurgia. Após a cirurgia o bebê fica mais três semanas usando gesso e, em seguida, a órtese (botas com uma barra de ferro anexada no meio).
A órtese é utilizada em tempo integral durante três meses e, posteriormente, apenas para dormir. “Em até 80% dos casos o pé torto pode voltar caso a órtese não seja utilizada conforme as recomendações médicas. O uso da bota é o mais importante em todo o processo de correção da deformidade”, salienta Marina.
“Ainda bem que tem tratamento”
Gláucia Ferreira Recalde, 23 anos, mãe do Matheus, de três meses, só ficou sabendo do pé torto congênito do filho quando ele nasceu, na cidade de Ponta Porã. “Quando recebi a notícia fiquei preocupada, achando que meu filho não poderia ter uma vida normal, que teria dificuldades de andar. Mas ainda bem que tem tratamento e que ele já começa cedo”.
Na última terça-feira (28/05) Matheus passou pela primeira avaliação e realizará exames para iniciar o tratamento do pé torto.
Já a Eloah, de sete meses, filha da fisioterapeuta Gabriella Simões, 24 anos, foi diagnosticada quando estava no quinto mês de gestação. Nascida na maternidade do Humap-UFMS, ela já fez os primeiros exames logo após o nascimento e colocou o gesso quando tinha apenas 20 dias de nascida.
“No começo foi difícil porque a Eloah usava a botinha o dia todo, só tirava para tomar banho. Mas hoje os pezinhos dela já estão corrigidos, então ela só usa a bota para dormir. Com certeza o tratamento está sendo fundamental para o futuro e para o desenvolvimento da minha filha”, frisa Gabriella.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.