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CÂNCER
Superintendente do HUB integra debate no Senado
O Fórum “Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente”, realizado nesta quinta-feira (22), contou com a participação do superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Hervaldo Sampaio Carvalho. O evento, sediado pelo Senado Federal, e realizado pelo Programa Ação Responsável, reuniu representantes de diferentes setores de atuação ligados ao tema para debater o assunto em âmbito nacional.
Durante a apresentação na mesa de abertura, Hervaldo falou sobre a importância do diagnóstico precoce e o problema quando ocorre de forma tardia. “Estamos na época da nanotecnologia, dos grandes avanços tecnológicos. Contudo, ainda vivemos na era no tratamento oncológico mutilante”, avalia. Na oportunidade, chamou atenção para a criação de campanhas educativas, em escolas e junto aos jovens, com promoção de hábitos saudáveis e de boa alimentação para a prevenção de diversos cânceres evitáveis.
O superintendente também defendeu o atendimento centrado no paciente, com atenção aos aspectos físicos, mentais, sociais e econômicos. “O paciente precisa ser muito bem instruído sobre o que precisa fazer, pois a decisão está na sua mão”, citou, destacando como sendo crucial no modelo centrado no paciente e adotado no Centro de Alta Complexidade em Oncologia do HUB (Cacon), referência no tratamento do câncer em Brasília.
Nesse aspecto, Hervaldo ressaltou que dependendo da doença do paciente, a assistência precisa envolver o clínico geral e o especialista. “Há necessidade da integração do conhecimento do especialista, que na maioria das vezes está dentro dos hospitais, com o médico de saúde da família, para que seja feito o melhor pelo paciente dentro de uma visão integral do cuidado”, afirma.
A diretora de departamento da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho, apresentou dados atuais sobre o câncer no mundo e no Brasil. “O câncer é o responsável por mais de 12% de todas as causas de óbito do mundo. Um problema de saúde pública mundial com estimativas de que, até 2030, haja 27 milhões de novos casos da doença”, lembrou.
De acordo com ela, no Brasil, a distribuição dos diferentes tipos de câncer sugere uma transição epidemiológica em andamento. Segundo dados apresentados, em 2015, ocorreram mais de 200 mil óbitos por câncer no Brasil, dos quais, mais de 13 mil apenas na região Centro-Oeste.
A deputada federal PT/DF e membro da Comissão de Seguridade Social e Família, Érika Kokay também, abordou o aspecto epidemiológico do câncer no território brasileiro. “Lidamos com pessoas, e por isso temos que ter um sistema multidisciplinar, por isso a importância dos dados epidemiológicos do câncer para fazermos a arqueologia da incidência da doença e, assim, considerar todas as variáveis para que tenhamos uma boa intervenção”, pontuou.
Palestras
A mesa técnica do fórum, que conduziu as palestras e debates sobre o tema, contou com a participação do coordenador geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Departamento de Atenção Especializada e Temática da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), Sandro José Martins, do secretário executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Pinheiro Safatle, da gerente geral de Regulação Assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Raquel Lisbôa, do coordenador de Oncologia do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (I'DOR, Brasil), Carlos Gil Ferreira, da presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz de Camargo Barros e do presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo Fernandes.
Os debates foram moderados pelo médico Jorge Sayde, da Coordenação Geral da Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. “Sou do tempo que falar a palavra câncer significava uma sentença de morte. Os tempos mudaram para melhor. Mas ainda temos situações que dificultam a movimentação das tecnologias para os tratamentos”, disse.