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MÉTODO CANGURU
HUB sedia curso do Ministério da Saúde
O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) recebe, a partir desta segunda-feira (26), o Curso de formação de tutores no Método Canguru do Ministério da Saúde. Durante uma semana, aproximadamente 50 profissionais do HUB e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recebem treinamento para se tornarem multiplicadores no atendimento humanizado ao recém-nascido de baixo peso e aos familiares.
A capacitação conta com a participação de médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais de seis hospitais do DF. Do total de vagas, 11 foram destinadas ao HUB. “O HUB foi escolhido por ser um hospital escola, que vai ajudar a formar os alunos e residentes que estão se formando em todas as áreas”, diz a coordenadora do Método Canguru no DF, Rita de Cássia Werneck Ejina.
O curso é ministrado por dez tutores da SES-DF, com apoio de três consultores do ministério, e abrange conteúdos teóricos, práticos, oficinas, grupos de discussão e visita ao Hospital Regional de Taguatinga, referência em Brasília na metodologia.
A assessora técnica do Ministério da Saúde, Luiza Geaquinto Machado, explica que o conceito do Método Canguru vai além da posição indicada na hora de ficar com o bebê no colo. “É uma tecnologia leve que pressupõe o acolhimento familiar desde a identificação da gestação de alto risco e se estende até depois do nascimento, com estímulo ao contato pele a pele entre os pais e o bebê”.
Entre as vantagens do método, Luiza destaca o maior vínculo do recém-nascido com os pais, redução da taxa de infecção hospitalar, controle e alívio da dor e maior confiança da família no cuidado do bebê. “Hoje, não se pode mais falar em cuidado neonatal sem falar em Método Canguru. É uma tecnologia que pode salvar vidas”, completa.
O HUB, referência na região no atendimento de gestação de alto risco, já é estruturado seguindo as definições da Portaria 1.683/2007 do Ministério da Saúde, que prevê uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, uma Unidade de Cuidados Intermediários Convencional (UCIN) e a UCIN Canguru. “Todo profissional quer oferecer o melhor para o paciente. A integração mãe-bebê e o fortalecimento do vínculo são muito importantes. Por isso, quanto mais sensibilizarmos a equipe com esse pensamento, mais benefícios teremos”, relata a pediatra neonatologista Luciane Lobato Braga, responsável pela UTI Neonatal do HUB e aluna do curso.
Expectativas
Aperfeiçoar e multiplicar conhecimento, fortalecer a atenção humanizada, melhorar a assistência. Estampadas na parede em formato de canguru, essas são algumas das expectativas dos participantes em relação ao treinamento. “O HRSam ainda não tem estrutura para esse tipo de atendimento, mas minhas expectativas são as melhores possíveis”, avalia a enfermeira Vanessa Cavalcante Correio de Oliveira, do Centro Obstétrico do Hospital Regional de Samambaia.
Para a coordenadora do Núcleo de Incentivo ao Aleitamento Materno do HUB, a pediatra neonatologista Rita de Fatima Pinto, o curso ajudará a alinhar a atuação da equipe multiprofissional. “O objetivo é termos um manuseio mais humanizado e que todos falem a mesma linguagem. A proposta é disseminar esse conhecimento para um melhor resultado da assistência”, afirma.
A enfermeira da UTI Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Juliana Dantas de Assis Ferreira, já participou de dois cursos de sensibilização sobre o tema. “Agora, espero melhorar meu conhecimento, aumentar a segurança para usar a metodologia e conhecer novas pessoas e experiências”, conta.