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INOVAÇÃO
HUB informatiza realização de exames de imagem
Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagem Médica permite que profissionais acessem imagens e laudos a partir de um computador
Está em fase final de implantação o Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagem Médica (PACS, na sigla em inglês) do Hospital Universitário de Brasília (HUB), composto por dois softwares que organizam o fluxo de realização de exames de imagem e facilitam o acesso de profissionais a imagens e laudos, que passa a ser de forma digital, e não mais em papel.
Com o novo sistema, todos os dados do paciente são informatizados, desde o cadastro inicial e o agendamento do exame até o resultado final. A ferramenta permite que médicos e profissionais de saúde acessem imagens e laudos de exames de qualquer lugar do hospital, a partir de um computador. Os exames impressos somente serão entregues aos pacientes que solicitarem, já que hoje boa parte dos resultados não é retirada pelos usuários.
“O objetivo geral do PACS é capturar e armazenar as imagens dos equipamentos que realizam exames, como raios-x e tomógrafos, permitir que o médico faça o laudo e tornar disponível no sistema para que demais profissionais de consultórios, clínicas de internação e salas de cirurgias possam acessá-los”, explica o chefe do Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (SGPTI), Luiz Carlos Miyadaira Júnior.
Ele cita como um dos benefícios o armazenamento das informações em ambiente seguro. “A proposta é reforçar a estrutura periodicamente para que seja possível armazenar de forma permanente todos os exames. Como o HUB é um hospital de ensino, é importante ter esse banco de dados para a realização futura de pesquisas”, afirma Luiz.
Segundo o superintendente do HUB, Hervaldo Sampaio Carvalho, a implantação do sistema oferece vários benefícios à instituição. “A informatização dos exames é um dos fatores que traz maior impacto na redução de internação do paciente e aumento da resolubilidade do atendimento, além de permitir a segundo opinião médica, por meio dos laudos a distância”, declara.
Para o chefe do Setor de Apoio Diagnóstico, Wagner Diniz de Paula, outras vantagens são economia financeira e diminuição de erros. “Como tudo passa a ser informatizado, o técnico não precisa mais digitar os dados do paciente no equipamento. Além disso, há melhora na sistemática de liberação de laudos, já que o radiologista identifica com mais facilidade aqueles que estão pendentes e os que são prioritários”, avalia. Wagner também afirma que tempo é um ganho importante, já que os médicos podem acessar os exames de seus próprios setores.
É o que pensa o pediatra Marcos Antônio de Oliveira, responsável pelo Pronto-Socorro pediátrico. De acordo com ele, a ferramenta pode trazer mais rapidez no diagnóstico. “Conseguimos ter mais resolubilidade, dando alta ao paciente em tempo mais rápido e reinserindo-o em sua vida normal mais rapidamente”, afirma.
Enquanto o PACS ainda não está em pleno funcionamento, ele e a equipe de residentes, internos e uma professora da Universidade de Brasília (UnB) comprovam a importância do acesso, na beira do leito, a imagens de exames na discussão de casos clínicos. Eles usaram um aplicativo de mensagem de celular para visualizar a tomografia realizada por um paciente do HUB e confirmar o diagnóstico de tuberculose. “A tomografia foi compatível com o resultado de exame realizado anteriormente”, diz o médico.
Para tornar o sistema realidade, foi preciso investir em infraestrutura tecnológica, por meio da aquisição de um servidor de armazenamento de dados e de um hardware de back up (cópia de segurança) e da reestruturação da rede da Unidade de Diagnóstico por Imagem, trabalho que está em andamento e visa aumentar a velocidade de acesso aos arquivos do sistema.
Além disso, está em curso a mudança de processos de trabalho, com a centralização do agendamento de exames de imagem na Central de Marcação de Consultas e Exames do hospital. Hoje, a tomografia já é agendada pela Central de Marcação e não mais pela Unidade de Diagnóstico por Imagem.