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Encontro discute realocação de servidores da FUB
O diretor-geral do Hospital Universitário de Brasília, Hervaldo Sampaio Carvalho, e a Decana de Gestão de Pessoas da Universidade de Brasília, Gardênia Abbad, estiveram nesta terça-feira (5) com os servidores lotados no HUB para esclarecer a situação dos servidores estatutários com a adesão da UnB à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A diretora de Ensino e Pesquisa, Cátia Barbosa da Cruz, e o diretor Executivo do HUB, José Luiz Gasparini, também participaram do encontro.
A discussão principal girou em torno da realocação de servidores da FUB em áreas com carência de profissionais na UnB. Gardênia deixou claro que a questão é prerrogativa do reitor Ivan Camargo. O DGP já fez um levantamento com o número de cargos e vagas (ver quadro) que deverão suprir as demandas da UnB.
A lista contém apenas números. Mas, de acordo com Gardênia, na próxima semana uma relação com os nomes dos servidores deverá ser divulgada. “Assim que o DGP nos enviar essa listagem a encaminharei a cada chefia, para que todos tenham acesso e possam, por categoria, agendar uma conversa no decanato”, afirmou Hervaldo.
Gardênia enfatizou que todo o processo é passível de ajustes. O que não acontecerá em hipótese alguma, afirmou a decana, é a universidade abrir mão dos assistentes em administração, cargo de maior demanda da instituição. “O Ministério da Educação não abrirá mais vagas para estes cargos, já que temos pessoal no HUB que podem retornar à universidade”, disse Gardênia.
A continuação de serviços como a Residência Multiprofissional e o do Serviço de Estudos e Atenção a Usuários de Álcool e Outras Drogas (SEAD), por exemplo, também pautaram o encontro. A principal dúvida é de que forma profissionais recém-contratados pela Ebserh dariam continuidade, do dia para a noite, a um serviço que sequer conhecem.
“Não queremos atropelar trajetórias e temos em mente que o hospital precisa dos profissionais. Os cargos que estão vinculados à atividade hospitalar deverão ser avaliados à parte. Nada será decidido sem uma análise conjunta sobre as perdas e danos que a mudança pode causar”, disse Gardênia.
Durante toda a reunião, Hervaldo Carvalho preocupou-se em deixar claro que a realocação dos servidores é uma prerrogativa da universidade. “Neste processo de transição, nenhum trabalhador deixará o hospital antes que haja outro, concursado pela Ebserh, para substituí-lo.
A decana fez um apelo aos servidores. “É preciso deixar de lado a ideia de que ir para a UnB será algo ruim. É um novo local, com novas oportunidades e é importante que se abrir para isso”, disse.
Diante dos questionamentos de alguns servidores cedidos de outras instituições, como Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Hervaldo afirmou não ter nenhuma posição para ser apresentada e prometeu que assim que houver uma definição outro encontro será agendado com os servidores.