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Dia D de combate à dengue: HUB reforça importância de eliminar focos do Aedes aegypti
Brasília (DF) - Há 40 anos, a dengue representa um problema de saúde pública no Brasil. Só em 2024, a doença matou 5.873 pessoas, superando o total de fatalidades dos oito anos anteriores e exigindo ações conjuntas de toda a sociedade para prevenção e cuidado. Reiterando seu compromisso com a saúde da população do Distrito Federal, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), programou uma série de atividades de limpeza e recolhimento de resíduos para erradicar focos do mosquito Aedes aegypti, que além da dengue, também transmite zika e chikungunya.
As ações começaram na semana passada, em 25 de janeiro, com podas de árvores; limpeza de calhas, telhados e rufos; e remoção de materiais inservíveis, e vão até dia 30, denominado como “Dia D de Combate e Prevenção da Dengue” no HUB-Unb. Na mesma data, encerrando a programação, agentes públicos e estudantes da unidade realizarão um mutirão de recolhimento de objetos que acumulem água, com apoio das áreas de higienização, jardinagem e manutenção. Os participantes se encontrarão às 8h, na praça “Somos todos HUB”, e a atividade seguirá até 16h, compreendendo áreas de maior risco, como oficinas de manutenção e estacionamentos.
Para a superintendente do hospital, a professora Fátima Sousa, o “Dia D” é um componente estratégico essencial para ações educativas relacionadas a estratégias de prevenção da dengue:
“Ao mobilizar a população, promove-se um maior engajamento nas ações de combate, incentivando hábitos saudáveis, como a limpeza regular do lixo no entorno do HUB”, aponta. “Além disso, a ação promove diálogos integrativos entre professores, pesquisadores, estudantes, corpo técnico do HuB, criando um senso de responsabilidade coletiva. Quando as pessoas se envolvem ativamente, a eficiência das medidas de controle aumenta”.
O professor Rodrigo Gurgel Gonçalves, da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), é responsável pelo projeto “Controle de Aedes aegypti usando Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs)”, que visa controlar mosquitos na universidade e diminuir a transmissão da dengue e outras arboviroses. De acordo com ele, não existem respostas fáceis para a crise de saúde pública desencadeada pela doença:
“Os desafios são vários, desde o aumento da temperatura e a concentração das chuvas a cada ano, até o saneamento básico inadequado em algumas áreas, o número insuficiente de agentes de saúde, a baixa eficácia das ações tradicionais do governo para controlar o Aedes aegypti, e a dificuldade que a população encontra para eliminar criadouros domésticos, entre outros fatores”, assinala. “Nesse contexto, a interação entre academia e sociedade é fundamental. A academia gera as soluções que irão servir a sociedade, como no caso das EDLs, desenvolvidas na academia e aplicadas para controlar mosquitos, impactando a sociedade ao prevenir a dengue. O projeto também interage com o Sistema Único de Saúde (SUS), considerando que a tecnologia que trabalhamos está sendo validada com outros larvicidas e isso servirá de base para as estratégias de controle que o SUS deverá aplicar usando as EDLs. Nosso lema é: ciência a serviço da sociedade”, conclui.
Rede Ebserh
O HUB-Unb faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares desde janeiro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.