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CAMPANHA
Com descontração, colaboradores são conscientizados sobre o descarte de resíduos
Papelão, algodão e seringas. Latas, fraldas e agulhas. Será que no ambiente hospitalar, todos os colaboradores sabem realmente onde descartar os diversos tipos de resíduos produzidos? No Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), com o intuito de fixar essa informação, um grupo de funcionários de vários setores realiza nos dias 2 e 3 de setembro a campanha “Jogue o resíduo na lixeira correta”.
O objetivo da iniciativa é orientar os colaboradores de maneira lúdica e divertida sobre a forma adequada do descarte dos diferentes tipos de resíduos hospitalares, visando a proteção, tanto dos trabalhadores como dos pacientes, preservando a saúde pública e o meio ambiente.
Após semanas de ensaio e a customização de roupas e acessórios, o grupo elaborou uma programação que engloba um “tour” por todo o HU, no qual, de setor em setor, são distribuídos panfletos e é apresentada uma performance teatral, embalada pelo rap “Jogue o Resíduo na Lixeira Correta”. A música, composta pelos colaboradores especialmente para a campanha, conta com a encenação dos “atores lixeiras” e o acompanhamento de instrumentos de percussão feitos com material reciclável.
Também como forma de chamar atenção para o tema da campanha, próximo aos relógios-ponto, local de grande concentração de funcionários, foram expostas lixeiras e faixas com suas devidas cores.
O chefe do Setor de Hotelaria Hospitalar do HU-UFGD, Glênio Alves de Freitas, explica que a ideia de realizar a campanha surgiu pela verificação de que, em vários setores da instituição, há a segregação inadequada dos resíduos. “Dessa maneira, com a encenação e a música, esperamos atingir um contingente maior de trabalhadores, pois o foco principal da campanha é a capacitação e a orientação dos profissionais”, afirma.
Com ótima aceitação durante as duas passagens de ontem pelos corredores, salas e postos do hospital, a equipe ainda fará outras apresentações hoje, às 14 e às 20 horas. E quem não conseguir assistir ao grupo em nenhuma das ocasiões, poderá ouvir o rap “Jogue o Resíduo da Lixeira Correta” em outros horários, pois será tocada nos alto-falantes do hospital a gravação feita em estúdio. O trabalho teve o apoio da empresa Victor Givago Produções Artísticas.
O grupo que elaborou e realiza a campanha é coordenado pelo Setor de Hotelaria Hospitalar em parceria com a Divisão de Gestão de Pessoas e o apoio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e da Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (SOST). As roupas customizadas foram confeccionadas pela equipe de costura do hospital.
Conscientização
Pelos corredores, algumas caras de espanto, que depois se transformaram em sorrisos e palmas, mostraram ter compreendido e apoiado a missão dos colegas. Em alguns setores, principalmente os da área administrativa, muita gente não sabia a referência das cores das lixeiras e hoje aprendeu algo novo.
“Eu sabia que havia lixeiras diferentes, mas não sabia o que cada cor representava. Agora, farei o possível para descartar cada tipo de lixo em seu local correto”, diz a assistente administrativa Camila da Silva Teixeira, que trabalha no Setor Jurídico do HU-UFGD.
Saiba mais sobre as lixeiras hospitalares e suas funções
Por todo o HU-UFGD são encontradas quatro tipos de lixeiras, as quais recebem diferentes tipos de resíduos. É muito importante para o controle de infecções, redução de custos, prevenção de acidentes e preservação do meio ambiente que cada um seja descartado no local adequado.
LIXEIRA BRANCA: MATERIAL INFECTANTE – BIOLÓGICO
Qualquer material sujo de sangue ou outra secreção. Seringas sem agulhas com material biológico, drenos, sondas e frascos de drenagens e sondagem, órgãos, tecido adiposo, linhas arteriais (equipo), gaze, chumaço, recipientes, filtro de gazes e demais materiais resultantes do processo de assistência à saúde.
CAIXA AMARELA: MATERIAL PERFURO-CORTANTE – INFECTANTE BIOLÓGICO
Materiais como fio guia, cateteres rígidos, agulhas, agulhas de sutura, ampolas de vidro, tubos capilares, pontas diamantadas, brocas, lâminas de barbear e de bisturi, seringas acopladas com agulhas, escalpes, vidros quebrados, espátula, ponta do equipo e qualquer utensílio de vidro quebrado.
LIXEIRA AZUL: MATERIAL RECICLÁVEL/LIMPO
Itens como papel grau-cirúrgico, frascos de soro vazio (exceto quimioterápicos), parte do papel de celulose, embalagens plásticas, invólucros de seringas, caixa de luvas, papel crepado, partes não adesivas das etiquetas, copos sem sujidade e outros tipos de papel, caixa de medicamentos e garrafas pets.
LIXEIRA PRETA: MATERIAL COMUM
Peças descartáveis de vestuário, máscaras, propés, toucas, ataduras limpas, aventais, campo cirúrgico descartável (sem secreções), algodão utilizado em assepsias de punção venosa, seringas sem agulha, fralda descartável, absorventes, papel carbono e embalagens metalizadas.