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RELATOS DE QUEM CUIDA
Perto de completar 45 anos técnica de enfermagem do HC-UFG, Cleide Pires de Jesus conta sua linda história de amor com a profissão e diz: “Tem que haver humanidade para ser enfermeiro!”
Com um olhar vivaz e sempre com um sorriso no rosto, Cleide de Jesus conta com muito orgulho a experiência de cuidar do próximo!
“Tudo começou com a admiração que toda a minha família tinha por uma tia minha que era enfermeira no Hospital Adalto Botelho e meu pai queria que eu e minha irmã fôssemos também. Eu não queria muito, pois por ser muito jovem, não queria me cansar, chegar exausta em casa...Era assim que eu pensava!”.
Com incentivo da tia e o apoio do pai, Cleide de Jesus fez cursos e logo que se formou, trabalhou no Santa Genoveva e, na sequência, fez concurso em 1975 para o HC-UFG. Ela se recorda das dificuldades do início:
“De 49 vagas eu fiquei em 48º lugar. Já trabalhei ‘de cara’ no Pronto-socorro. Era ‘pauleira’... tinha que trabalhar em cada clínica, mas eu dei conta, me adaptei logo”, relembra.
Cleide de Jesus recorda o carinho que já tinha pela profissão, desde muito cedo. “Eu tinha muito interesse... vejo jovens reclamando muito hoje. Em dias festivos, nós nos preparávamos para o trabalho. Hoje em dia não é mais tão sobrecarregado como antigamente, há mais pessoas para revezar. Fazemos um juramento: o de cuidar e respeitar o paciente!”, ressalta.
Ela fala, do alto de sua maturidade de vida e profissional, como deve ser a conduta do profissional de Enfermagem: “Tem que haver humanidade para ser enfermeiro. Disposição, carinho, paciência e inteligência e gostar de servir ao próximo. Eu já estive nos dois lugares e sei o que é a falta de paciência com o paciente”.
Cleide de Jesus vive com o filho, Manoel Carlos, de 47 anos e sempre foi por meio desse trabalho como técnica de enfermagem que sustentou sua família.
“Eu adoro trabalhar. Não tenho preguiça me sinto responsável, carinhosa! A gente tem que dar atenção e carinho naquele momento. Certo dia, vários pacientes me disseram em momentos diferentes que eu era um anjo por conta da atenção que eu dava... pensei até que eu fosse morrer (risos)”.
Ela finaliza falando da gratidão e carinho devolvidos pelas pessoas que atende: “Aqui eu também recebo muito afeto e gratidão das pessoas, por meio de palavras de cainho e lembranças singelas dadas com muito amor, como saco de pipoca, petas. Apesar de vivermos a falta de mão de obra na área da saúde e das dificuldades do dia a dia, temos que lutar, enfrentar e darmos sempre o nosso melhor!”.