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Amamentação
Agosto Dourado: HC-UFG realiza semana com diversas ações de incentivo à amamentação
Alimento fundamental para o início da vida, o leite materno, conhecido por seu “padrão ouro”, é tão rico para o recém-nascido, que é preconizado ser a nutrição exclusiva do bebê até os primeiros seis meses de idade, não havendo necessidade sequer de dar água ou chás, por exemplo. Por isso, no mês de agosto, são realizadas ações em todo o mundo de incentivo ao aleitamento materno na campanha chamada “Agosto Dourado”.
No Hospital das Clínicas da UFG, vinculado à Rede Ebserh, a Semana de atividades em celebração ao Agosto Dourado foi realizada entre os dias 14 e 18 agosto e contou com palestras, rodas de conversa e oficinas para pacientes e colaboradoras.
Na segunda feira (14/08), a abertura contou com a participação de profissionais da Unidade de Saúde da Mulher, pacientes e colaboradoras. As estudantes da Liga de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFG, Ludmila Chuva Marques, Nayara Fabrício de Souza e Paula Vanyellle Marinho deram início ao evento com a palestra “Benefícios da amamentação para mãe e bebê”. Na ocasião, também foi realizada a roda de conversa sobre direitos da lactante no trabalho, com a assistente social Denise Ferreira de Magalhães, que apresentou algumas leis e tirou dúvidas junto aos presentes. O mesmo tema foi abordado na terça-feira (15/08), dessa vez em momento especial para as colaboradoras do HC-UFG/Ebserh. O tema do Agosto Dourado deste ano, "Faça a diferença para mães e pais que trabalham", incentiva o debate das leis que protegem o período da amamentação das trabalhadoras bem como o período de licença-maternidade e paternidade.
Na quarta-feira (16/08), a fonoaudióloga Marianna Barros de Oliveira comandou a oficina “Mitos e verdades sobre a amamentação” e sanou diversas dúvidas de colaboradoras e pacientes, tais como: Existe leite fraco?; Canjica e cerveja preta podem aumentar a produção de leite?, “Devo dar água para o bebê?; “A mãe não pode tomar café porque a cafeína pode dar cólicas no bebê?”; "A mãe deve passar bucha vegetal nos mamilos?", dentre outras.
Na quinta-feira (17/08), a fonoaudióloga Juliana Soave Jussim ministrou a oficina “Posicionamento e pega correta”, momento em que abordou a preparação do bebê para a pega correta, as maneiras de posicionar o bebê para amamentá-lo e como a mãe deve fazer para ordenhar. Ela também deu orientações para mães com mamilos planos ou invertidos e mães com mamas volumosas, além de tirar outras dúvidas de mamães e colaboradoras presentes.
Em seguida, a psicóloga Melissa Telles Viana ministrou a roda de conversa “Aspectos emocionais da amamentação”, especialmente nos casos de mães com bebês que nasceram prematuros e se encontram internados em uma UTI Neonatal. “Dentre os principais sentimentos que tomam conta da mamãe que tem um bebê na UTI Neonatal são a raiva, por ela não entender o porquê de seu filho estar ali; a incerteza quanto ao futuro; a impotência por ela não conseguir mudar a situação do bebê; o desejo de estar no lugar do filho para não o ver sofrendo e a frustração por não levar o filho direto para casa após o seu nascimento”, afirmou Melissa. A culpa por não ter gerado um bebê saudável ou que não tenha nascido no tempo esperado e a ansiedade para levá-lo para casa são outros fatores muito presentes entre as mães nesse processo de separação de seu bebê.
“O ambiente de uma UTI Neonatal também pode assustar a mãe do bebê ao vê-lo conectado a tantos fiozinhos e aparelhos e por não se sentir plenamente mãe porque ainda não o carregou no colo ou o amamentou”, completou. Todas essas dificuldades, somadas à falta de descanso, falta de apoio, estresse, insônia e o fato de não ter uma rotina de ordenha, podem interferir na produção de leite da mãe. Apesar disso, Melissa Viana destacou que o tempo e o contato físico da mãe com o bebê são muito importantes para o fortalecimento desse vínculo e, consequentemente, para a produção do leite materno. Em seguida, Melissa realizou um momento de relaxamento com as participantes no qual abordou a importância da respiração para o controle do estado emocional. “A técnica de respiração consciente leva a um relaxamento muscular, diminui o estresse, a depressão, ansiedade e induz a um estado de calma”.
Para encerrar a semana, na sexta-feira (18/08) aconteceu a oficina “Contato pele a pele: Método Canguru” com as enfermeiras Gláucia Bueno Soares Torres e Keila Beserra Santana. Gláucia Bueno pontuou desde a origem do método até os benefícios. "O pai precisa desse vínculo, de começar a participar", aponta a enfermeira sobre a importância da participação dos pais nos cuidados com os bebês e também na construção da confiança dos pais para continuar os cuidados. O método é de extrema importância também para incentivar a amamentação e o passo a passo foi demonstrado pela enfermeira Keila Santana.
A campanha no HC-UFG ainda contou com uma exposição fotográfica de mães colaboradoras amamentando seus filhos, no Hall de entrada do Edifício de Internação, e de uma série de imagens de fundo de tela dos computadores com fotos de colaboradoras amamentando e frases sobre mitos e verdades da amamentação, entre os dias 14 e 20 de agosto.