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SIPAT 2022
HC-UFG/Ebserh realiza SIPAT com o tema Saúde Integrativa
A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) do Hospital das Clínicas da UFG, vinculado à Rede Ebserh, aconteceu de 19 a 23 de setembro e contou com palestras e práticas integrativas que visam a prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais assim como o bem-estar do colaborador.
O tema escolhido pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), “Saúde Integrativa”, é adotado pelo SUS desde 2006 e considera a saúde numa perspectiva em que os seres humanos funcionam como unidades completas e integradas e não como um agregado de partes separadas ou fragmentadas. Dessa forma, desde palestras sobre qualidade de vida e autocuidado a terapias alternativas fizeram parte da programação.
A abertura do evento foi realizada dia 19/09, às 8h15, na sala de aula do 16º andar, pelo técnico em Segurança do Trabalho da USOST do HC-UFG/Ebserh, Gleyffe dos Santos Santana, que explicou sobre a importância do trabalho da CIPA no ambiente hospitalar.
Em seguida, foi ministrada palestra “A importância da Doação de Sangue e de Plaquetas no contexto SUS”, com a bióloga Letícia Aparecida Silva, responsável pela Gestão da Qualidade do Banco de Sangue do HC-UFG/Ebserh. Silva falou sobre a importância da doação de sangue e sobre o trabalho realizado pelo Banco de Sangue, como o cadastro de doadores de sangue, inclusive os de tipagem raras, estoques estratégicos de hemocomponentes para emergências, capacitação de profissionais que atuam na área de hemoterapia, ações de hemovigilância entre outros aspectos, respondendo a dúvidas dos participantes.
Palestras e Práticas Integrativas
Ao longo da semana, a programação contou com práticas integrativas, tais como “Ergonomia no Trabalho e Cuidados Posturais”, com o fisioterapeuta do SIASS/DASS, Hugo Serrano de Souza, e com o engenheiro de Segurança do Trabalho, Ricardo Tiago de Pádua.
De acordo com Serrano, as orientações ergonômicas previnem as doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho. “Lombalgias, cervicalgias, tendinites, bursites, dentre outras doenças impactam na produtividade e, como consequência, geram faltas ao trabalho, comprometem a atenção e a saúde mental. Tudo fica envolvido. Corpo e mente estão associados!”, afirmou.
Na sequência, passaram em alguns postos de trabalho do HC-UFG, para verificar a postura dos colaboradores. “Verificamos o que precisa ser ajustado, de modo que haja adequação do posto de trabalho ao colaborador, proporcionando mais saúde, segurança, eficiência e qualidade de vida no trabalho”, destacou Hugo Serrano.
Houve ainda a atividade “Terapia Natural Reiki”, com Cleide Mocó Lima, pedagoga e mestre em Ecologia e Produção Sustentável, da Secretaria Municipal de Educação, na Sala de Psicologia, localizada no térreo do Edifício de Internação. Pelo sistema natural de harmonização e reposição energética, os colaboradores puderam reduzir o estresse, relaxar e potencializar a energia interior.
Com a terapia complementar, a pessoa se entrega a si mesma, conforme explica a mestre em Reiki Cleide Mocó. “Os chacras ficam alinhados. Pegamos a energia do planeta através das mãos e, com a imposição delas, passamos às pessoas para que elas sintam o bem-estar, a saúde. Previne doenças. As pessoas trabalham melhor. O Reiki é um auto-cuidado, faz você perceber o que está em volta, o que traz harmonia, o que traz paz. O Reiki é uma terapia de amor a si mesmo”, explicou.
A programação da SIPAT contou ainda com a palestra “De perto, ninguém está no seu melhor normal", proferida pelo coaching Ricardo de Faria Barros, especialista em Psicologia Positiva e mestre em Gestão Social do Trabalho, pela Plataforma Teams.
Na palestra, Barros abordou temas como egoísmo, narcisismo, individualismo e a tecnologia que nos isola do outro, tirando a capacidade de interação, dentre outros aspectos que estão permeando a vida em sociedade hoje. “Podemos perder a nossa essência, o nosso protagonismo e a nossa identidade. Vamos nos tornando vazios de valores”, ressaltou Barros.
Ele abordou ainda sobre a estratégia de Coping, que envolve foco na gestão do problema e na gestão das emoções e deu dicas de como é possível utilizar a estratégia: 1. Comece o dia como quem reinicia o computador, aquilo que lhe dá sentido (oração, meditação, esporte, etc); 2. Fique em alerta com pessoas tóxicas (Como elas atuam em você; Como se blindar?); 3. Não se queixe por coisas insignificantes; 4. Coloque a atenção nas coisas boas; 5. As perdas do passado devem ficar no passado (vire a página); 6. Pare de se preocupar com tudo; 7. Identifique o que o deixa com raiva; 8. Seja bom para si mesmo; 9. Seja empático para com as outras pessoas (seja útil, gentil); 10. Respeite as outras pessoas como elas são (“O coletivo é uma bela colcha de retalhos”); 11. Pare de dizer que está bem quando não está! Coloque para fora (não finja); 12. Diga não (fixe limites); 13. Diga ao outro o que ele significa de positivo para você; 14. Module o olhar (veja o belo e o virtuoso da vida); 15. Exercite o perdão (liberte-se do ruim);16. Não se cobre tanto.
E na SIPAT não poderia faltar a palestra “Prevenção de Acidentes de Trabalho no Ambiente Hospitalar, no canal Oficial da UFG no Youtube, pela especialista em Engenharia de Segurança no Trabalho, Cynara Moreira Tinoco.
A palestra englobou desde o autocuidado para com processos de trabalho como também o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC). Além disso, abordou sobre o grande aumento de doenças do trabalho, conhecidas como doenças ocupacionais, tais como LER/Dort, problemas na lombar, nos ombros, decorrentes, em grande parte, dos problemas ergonômicos como má postura, carregamento de peso.
Segundo Tinoco, estas doenças podem ser prevenidas com exercício físico para melhorar o condicionamento físico e respiratório e com a utilização de equipamentos de apoio. Ela falou ainda das doenças relacionadas a transtornos mentais, como a Síndrome de Burnout, que agora faz parte do novo Código Internacional de Doenças da OMS (CID11).
Outro fator apresentado na palestra foi a evolução da segurança do paciente e de funcionários a partir da implantação de Lean Healthcare nos processos dos hospitais.
E com o objetivo de mostrar as indicações e contraindicações bem como os benefícios para profissionais de saúde e pacientes, foi ministrada a palestra "Como a Ozonioterapia Pode Revolucionar a Vida de Profissionais da Saúde", pelo fisioterapeuta Wanderson Rodrigues Cardoso Júnior.
A ozonioterapia é uma terapia médica que consiste em administrar o ozônio no corpo, que é um gás composto por 3 átomos de oxigênio (O3), pois ajuda a melhorar a oxigenação dos tecidos, a aumentar a resposta do sistema imunológico a doenças infecciosas como feridas infectadas ou HIV, e ajudar a aliviar a dor crônica.
No Projeto Mãos Limpas, conduzido pela enfermeira Dulcelene de Sousa Melo, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HC-UFG/Ebserh, houve intervenção prática sobre a importância da higienização das mãos e como realizar a sequência da lavagem delas, com exposição de vídeo de orientação e, ainda, com desafios e jogos interativos.
Para Melo, a higiene das mãos é uma medida muito eficaz: “A prática é uma chance de proteger o trabalhador que também é extensiva à família e à comunidade. Aumenta a segurança institucional como um todo e reduz as taxas de infecção relacionada à saúde. É uma prática que tem sua evidência fundamentada, para a segurança ocupacional e para a segurança do usuário. Não alcançamos ainda a adesão desejada, mesmo com a pandemia, o que deixa o trabalhador em vulnerabilidade”, alertou.
E com duas sessões dentro da programação, houve a “Oficina de Cuidados Psicológicos”, evento on line, com Robert Veras, psicólogo especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho SIASS/DASS, e Manuella Rodrigues, médica psiquiátrica SIASS/DASS
Num tom leve e de ‘bate-papo’, o psicólogo Robert Veras fez uma abordagem das emoções dos participantes, com muita interação e com dinâmicas de grupo. Para ele, as oficinas tiveram como objetivo passar uma mensagem de que a saúde do trabalhador está sendo percebida na sua integralidade.
“Adotamos estratégia semelhante no ‘Abril Verde’, quando oferecemos oficinas de construção de paz no trabalho no contexto de uma campanha de segurança no trabalho. Entendemos que saúde e segurança no trabalho passam, necessariamente, pela construção da percepção do psicossocial, como valor na vida das pessoas e, por conseguinte, no dia a dia das organizações de trabalho, constituídas por essas pessoas. É um desafio de mudança de uma cultura e acreditamos que promover no ambiente organizacional oportunidades formais de trocas respeitosas de ideias e vivências é uma forma potente de começar tal mudança”.