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ENGENHARIA CLÍNICA
Engenharia Clínica do HC-UFG impulsiona melhorias no hospital e qualifica o atendimento aos usuários do SUS
Goiânia (GO) – Parafraseando uma expressão popular, você sabe com quantos setores se faz um hospital universitário vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para que entregue um serviço de qualidade às usuárias e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)? Diversos! E um deles é o da Engenharia Clínica que, apesar de pouco conhecido, desempenha um papel fundamental através do cuidado conferido aos equipamentos hospitalares. Cenário que pode ser observado com muita presteza no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG/Ebserh).
Atendimentos de emergência, exames, tratamentos, diagnósticos, são diversas as utilidades dos equipamentos que integram o cotidiano de um hospital do SUS e o seu funcionamento adequado é uma demanda vital. “Áreas de apoio”, como explica Glauber Pinto, chefe do setor de Engenharia Clínica no HC-UFG, são essenciais nesse sentido.
“Tradicionalmente, em um hospital, as ‘áreas de apoio’ são pouco conhecidas. Isso se deve ao fato de que o serviço mais visto, pelos pacientes, é o assistencial (...) No entanto, para que esse serviço tenha condições de ser executado, é necessário o trabalho de diversas áreas desconhecidas pelos pacientes. Dentre elas, a Engenharia Clínica”, comenta Glauber.
Função
Para atuar enquanto engenheiro no setor o profissional precisa ser formado em Engenharia e ter especialidade em Engenharia Clínica ou ter formação em Engenharia Biomédica. Além do trabalho dos engenheiros, o setor conta com técnicos especializados que atuam diariamente na manutenção dos equipamentos. Essa equipe é fundamental para garantir o funcionamento seguro das máquinas, oferecendo apoio imediato às áreas assistenciais e contribuindo para a continuidade do cuidado aos pacientes, como destaca Glauber.
“A engenharia clínica atua na gestão dos equipamentos médico-hospitalares do hospital. Ela garante que eles estejam disponíveis, seguros, calibrados e adequados para o uso, em todos os setores, como por exemplo, Pronto Socorro, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Centro Cirúrgico e Diagnóstico por Imagem”. Atuação que também diz respeito ao ciclo de vida dos equipamentos (planejamento, especificações, recebimento, testes de aceitação, treinamentos, manutenções preventivas e corretivas, até a desativação).
Ações
Ilustrando essas atuações, em 2025, duas se destacaram na Engenharia Clínica do HC-UFG. Uma delas diz respeito à manutenção dos endoscópios do hospital – aparelho utilizado para exames endoscópicos, saindo de uma margem de 30% para cerca de 80% de funcionamento desses equipamentos. Etapa que além da execução e acompanhamento das manutenções, também envolveu a organização do processo de gestão dos equipamentos, com foco em reduzir paradas, aumentar a confiabilidade e melhorar a continuidade dos atendimentos.
O que foi possível através de um novo contrato de manutenção estabelecido, como relembra Jefferson Lima, engenheiro do setor. “Nós fizemos um trabalho de priorização de quais endoscópios eram mais utilizados (...) Nós também conseguimos realizar treinamentos em parcerias com os fabricantes e representantes desses equipamentos, ajudando a padronizar a rotina e a segurança dos atendimentos”.
O upgrade do aparelho Ressonância Magnética foi outro trabalho importante feito pela Engenharia Clínica em 2025. As principais partes do equipamento foram substituídas, entre elas computadores, softwares, sistemas eletrônicos e acessórios.
Para o paciente, as melhorias significam menos tempo dentro da máquina, mais conforto e facilidade para quem sente dor, ansiedade ou dificuldade de permanecer imóvel. O novo sistema gera imagens mais nítidas e detalhadas, permitindo ao médico visualizar melhor órgãos, vasos, ossos e tecidos, o que contribui para diagnósticos mais seguros, com menos dúvidas e menor necessidade de repetir exames. O upgrade também reduziu significativamente o ruído da ressonância, tornando o procedimento mais tranquilo.
“Em um hospital público, como o HC-UFG, a Engenharia Clínica ganha ainda mais relevância, porque cada equipamento funcionando possibilita mais atendimentos, menos filas e menos sofrimento para quem depende exclusivamente do SUS”, finalizou Ricardo Camargos, que também atua como engenheiro da Engenharia Clínica do hospital.
Rede Ebserh
O HC-UFG faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação e revisão: Elizabeth Souza
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh