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Aprimoramento do serviço
Centro de Material e Esterilização do HC-UFG passa a funcionar em novo espaço no Edifício de Internação
O Centro de Material e Esterilização (CME) do Hospital das Clínicas da UFG, vinculado à Rede Ebserh, já está funcionando em seu novo espaço, no Edifício de Internação. Localizado no primeiro pavimento do novo prédio, o CME conta com uma área construída de 1 mil m2, a maior infraestrutura física de um CME dentre as unidades hospitalares do país. Além de um espaço amplo, o serviço ganhou modernos equipamentos, com tecnologia de ponta, que garantem qualidade e segurança ao processamento de materiais e roupas utilizados no ambiente hospitalar.
O Centro de Material e Esterilização (CME) é um serviço de extrema importância nas unidades de saúde, uma vez que é o setor de apoio técnico responsável pela recepção, limpeza, preparo, desinfecção ou esterilização, armazenamento e distribuição dos produtos de saúde para as unidades consumidoras.
“Na parte de infraestrutura de engenharia clínica, hoje temos equipamentos que antes não tínhamos, como as lavadoras termoelétricas e as lavadoras supersônicas, utilizadas no processo de lavagem, que aumentam a qualidade da limpeza do produto e ganham em segurança ocupacional”. É o que afirma Heverton Vieira Barros, técnico de enfermagem que há 21 anos trabalha no HC e, há seis, no CME do HC-UFG. Em termos de esterilização, Barros destaca que o serviço ganhou muito, pois foram adquiridas três autoclaves novas, sendo que, dentre estas três, uma é híbrida, ou seja, o equipamento faz a esterilização na forma aldeído. “A vantagem é que, com esse ciclo de esterilização na forma aldeído, conseguimos fazer a esterilização de produtos que são sensíveis à temperatura”, diz.
De acordo com o Chefe da Unidade Daniel Correia, houve um salto em termos de qualidade e segurança ocupacional. “Nossos equipamentos são novos e com tecnologia de ponta. Hoje, o CME do HC-UFG está equipado com os melhores equipamentos que o mercado pode oferecer em termos de processamento de produtos para a saúde”, destaca.
Logística de distribuição dos materiais
Outro benefício apontado por Barros, com a mudança do CME para o novo prédio, deu-se em relação à distribuição dos materiais, estéreis e contaminados, que passou a ser realizada através dos elevadores monta-cargas. “Hoje nós temos à disposição do CME seis elevadores monta-cargas, que estão em pleno funcionamento. Com isso, ganhamos em segurança para a comunidade do hospital e, hoje, já conseguimos transitar com esse material para o Centro Cirúrgico dentro dos elevadores monta-cargas, que são exclusivos para cada tipo de material – estéril ou contaminado. E essa é uma rotina que já estamos implementando em outras unidades do Hospital para a entrega e recebimento de materiais”, ressalta.
Capacidade de atendimento
De acordo com Daniel Correia, atualmente o CME faz o processamento de uma média de 15 mil pacotes/mês. Esses pacotes são divididos por complexidade: vão desde peças avulsas simples até caixas cirúrgicas muito bem elaboradas, extremamente complexas. Com a estrutura física atual, o CME tem condições de atender, de forma tranquila e segura, os 600 leitos, que é a capacidade que o Hospital comporta para internação. O serviço também possui condições para atender procedimentos de alta complexidade, como a realização de transplantes e de cirurgias robóticas, conforme o HC se propõe a atender futuramente.
Segundo Barros, em termos de classificação do serviço, o CME do HC-UFG continua sendo de classe 2, ou seja, o serviço está apto para processar materiais de baixa, média e alta complexidades, de acordo com os procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais realizados no Hospital. “Mas, em cima dessa classificação, ganhamos em aprimoramento nos processos de trabalho e na qualidade do produto pronto, ou seja, naquilo que a gente oferta para atender os pacientes”, afirma.