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REDE HOSPITALAR EBSERH
Vacina Palivizumabe protege crianças contra grave doença respiratória
VSR é o principal agente das infecções do trato respiratório inferior em lactentes, podendo causar infecções graves e até morte em bebês
Brasília (DF) – Com 26 semanas de gestação, Marineia Joseph Ivo (foto abaixo) deu à luz Ana Luiza no Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes, vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo e à Rede Hospitalar Ebserh (Hucam-Ufes/Ebserh). A prematuridade do bebê, que nasceu com 884 gramas, foi um dos critérios para a aplicação da vacina Palivizumabe, que protege crianças contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A imunização fez a mãe ficar aliviada. "A equipe da Maternidade me explicou que a vacina serve para que, em caso de uma infecção, ela viria mais fraca. Fiquei bem mais tranquila, porque ela nasceu muito pequena", contou a moradora de Vitória (ES). Ana Luiza, que está internada no Hucam, já ganhou peso e melhorou a dificuldade em respirar.
Atualmente, o medicamento é disponibilizado pelo Ministério da Saúde para tratamento e utilizado no protocolo de atendimento de bebês prematuros nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal, como é o caso da Rede Hospitalar Ebserh. De acordo com a infectologista pediátrica Fabiana Ariston, que atua Maternidade Escola Januário Cicco (Mejc-UFRN/Ebserh), apesar de ser comumente conhecido como vacina, “o Palivizumabe é um anticorpo monoclonal”, ou seja, uma cópia criada em laboratório dos anticorpos existentes no corpo humano.
A Palivizumabe é importante devido aos problemas de saúde que o vírus sincicial pode causar. Segundo a médica Edna Lucia Souza, que atua no Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Hupes-UFBA/Ebserh), em Salvador, o VSR é o principal agente das infecções do trato respiratório inferior em lactentes, podendo causar infecções graves e até morte em bebês. “Até os três anos de idade, todas as crianças já foram infectadas pelo vírus. O problema maior é quando a infecção acontece em um bebê pequeno e, particularmente, em crianças com maior risco para infecção mais grave como os prematuros, aqueles que possuem doença pulmonar crônica da prematuridade ou ainda com cardiopatias congênitas graves”, explicou.
"Se a criança apresentar esforço respiratório, ela precisa ser examinada por um médico", orienta Bárbara Martins, infectologista do Hospital Universitário de São Carlos, vinculado à Rede Hospitalar Ebserh (HU-UFSCar/Ebserh). Para evitar complicações em possíveis pacientes, a unidade também disponibiliza um teste diagnóstico para pesquisa do vírus, o que possibilita um tratamento mais eficaz.
Mas prevenir ainda é melhor do que remediar, como ressalta a enfermeira Cristina Santana, do Hospital das Clínicas da UFG (HC-UFG/Ebserh), em Goiânia, que também oferece a Palivizumabe. “É necessário enfatizar que, além da vacina, outras ações devem ser realizadas para colaborar com a prevenção, como por exemplo a adequada higienização das mãos, o aleitamento materno, a atualização do cartão vacinal e evitar os ambientes fechados e com aglomeração de pessoas”, salientou.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
Desde agosto de 2013, a Mejc-UFRN faz parte da Rede Hospitalar Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais, impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas por atender pacientes do SUS, e, principalmente, por apoiar a formação de novos profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a sua natureza educacional, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Coordenadoria de Comunicação Social