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SAÚDE DO CORAÇÃO
Rede Ebserh oferece tratamentos para arritmia cardíaca
Brasília (DF) - Responsável por 80% a 90% dos casos de morte súbita, a arritmia cardíaca ocorre quando o coração bate em uma frequência muito elevada ou muito baixa. Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), no Brasil, a cada dois minutos uma pessoa é vítima de morte súbita.
Segundo o cardiologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Wagner Gali, arritmia pode causar falta de ar e desmaio. No entanto, cada tipo da doença se manifesta de uma forma. “A arritmia que eleva a frequência cardíaca causa palpitação ou ‘batedeira’ e mal estar. A lenta pode causar desmaio”, explica o cardiologista.
Com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e aumentar as chances de sucesso no tratamento do coração, algumas inovações foram implementadas nos hospitais da rede Ebserh. Em Vitória (ES), o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) implantou uma nova conduta no pronto-socorro para reduzir o tempo de identificação de casos em que a dor no peito é, de fato, uma emergência cardíaca.
O protocolo permitirá manter o padrão internacional de qualidade que o hospital já possui para casos emergenciais como, por exemplo, em que o paciente necessita de implante de stent (tubo minúsculo usado para devolver um ritmo próximo ao normal ao fluxo sanguíneo da artéria do coração), apenas uma hora entre a chegada do indivíduo, a identificação da doença e o término do implante.
"Precisávamos uniformizar a conduta para permitir que, quem tem de fato doença coronariana, permanecesse com o tratamento necessário e ter segurança para encaminhar os que não têm para casa e de volta aos ambulatórios", informou o cardiologista do Hucam, Leandro Rua Ribeiro.
No Nordeste, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) é o único HU que oferece a Angiotomografia Coronariana, exame realizado por meio de um tomógrafo acoplado a um eletrocardiograma. “O serviço foi implantado no HU da UFS em agosto de 2014. Em pouco mais de um ano já conseguimos beneficiar 50 pacientes com o exame”, informou a cardiologista Joselina Oliveira.
O procedimento permite a visualização tridimensional do coração, das suas estruturas e das artérias coronárias, tudo isso de forma não invasiva. O profissional responsável pelo exame localiza o coração e injeta um contraste, o que permite que as artérias possam ser visualizadas em um monitor.
Outro procedimento é o estudo eletrofisiológico, realizado em Brasília pelo HUB. “É um exame demorado e bem especializado, que oferece a possibilidade de cura. Dessa forma, garante-se redução de mortalidade, aumento da qualidade de vida e menos idas ao consultório médico”, explica o chefe da Unidade Cardiovascular do hospital, Daniel França Vasconcelos.
Saiba mais sobre a arritmia cardíaca .
Com informações dos HUFs e MS