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HU-UFS
Pesquisa com sensor contínuo de glicose para diabetes tipo 1 está em fase final no Hospital da Rede Ebserh em Aracaju (SE)
Aracaju (SE) – Uma pesquisa em andamento no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), integrante da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está investigando o uso de um sensor contínuo de glicose por pacientes com diabetes tipo 1.
De acordo com a superintendente do HU-UFS/Ebserh, Angela Silva, o estudo é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes acometidos pela patologia. “Essa é uma doença importante e que precisa de um financiamento maior, e a pesquisa vem para dar essa resposta, com nossos professores, médicos, pós-graduandos e estudantes que estão no HU, que é um campo de pesquisa, de ensino e assistência, um tripé que resulta em melhoria na saúde das pessoas”, afirmou a superintendente.
A pesquisa teve recursos provenientes de emenda parlamentar do senador Alessandro Vieira (SE).
Investigação
O estudo envolve pacientes com diabetes tipo 1, que devem tomar decisões diárias sobre suas doses de insulina, baseadas nos dados fornecidos por um sensor contínuo de glicose. A pesquisa visa entender o impacto dessa tecnologia, especialmente em relação aos pacientes do Nordeste do Brasil, onde existe uma lacuna de dados, conforme explica a médica endocrinologista Nathalie Santana, do HU-UFS/Ebserh.
“Uma preocupação inicial era se pacientes com menor nível socioeconômico e educacional conseguiriam utilizar a tecnologia de forma eficaz. O objetivo é avaliar a melhora no controle glicêmico, a redução de custos, a qualidade de vida e a diminuição da morbidade, focando em pacientes jovens e produtivos. A pesquisa utiliza sensores, tanto para assistência aos pacientes quanto para a coleta de dados científicos. O projeto é realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFS e com o Departamento de Nutrição”, explicou a médica.
Ela informou que a pesquisa está em fase final, com três meses de acompanhamento intensivo, incluindo a entrega mensal de sensores, avaliações médica, nutricional e clínica geral, além do suporte de estudantes. “Os resultados preliminares indicam uma melhora significativa no controle do diabetes, superando as expectativas. Um exemplo é o caso de um paciente jovem que apresentava um controle ruim e agora demonstra um excelente controle glicêmico. A pesquisa demonstra que a tecnologia é utilizável por todos os pacientes, independentemente do nível educacional, e que a melhora observada é notável. A equipe está finalizando a consolidação dos dados para análise e publicação, com a apresentação em congressos e revistas científicas de alto impacto”, relatou Nathalie.
Como funciona
A tecnologia utilizada consiste em um sensor descartável e um leitor. A leitura da glicose pode ser feita tanto pelo leitor quanto por um celular compatível. Os leitores são considerados equipamentos permanentes pela universidade. Além de medir a glicose, os aparelhos também têm a capacidade de medir corpos cetônicos. Os sensores são descartáveis, durando 14 dias, e os pacientes, após o término do estudo, retornam ao acompanhamento regular com medições tradicionais de glicemia capilar e consultas trimestrais. Apesar do retorno ao método tradicional, os pacientes continuam utilizando as insulinas prescritas, que são mais adequadas para o diabetes tipo 1, mas com menos informações sobre o controle da doença.
Sobre a Ebserh
O HU-UFS faz parte da Rede Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh