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SAÚDE
Hospital das Clínicas realiza o primeiro transplante de pele da Bahia
O primeiro transplante de pele do Estado da Bahia foi realizado no Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Complexo Hupes), mais conhecido por Hospital das Clínicas, no último dia 25. O paciente, de apenas 12 anos, precisava de 2500 cm de pele na região dorsal, lesão causada por queimadura elétrica, a qual comprometeu um membro superior. "O paciente passa bem e não sente dor. O transplante foi um sucesso", afirma Dr. Valber Menezes, coordenador do Serviço de Cirurgia Plástica. Segundo ele, o curativo da área em que foi colocado o enxerto já foi realizado e houve uma boa adesão do tecido pelo organismo. Isso significa que a pele ficou presa ao corpo. Posteriormente, o paciente será acompanhado para garantir os bons resultados da cirurgia.
A pele é o maior órgão do corpo humano. O transplante de pele é indicado para casos de queimadura severa, ou lesão de pele em que os pacientes não têm pele autóloga, do próprio organismo, para ser enxertada. Segundo Dr. Valber Menezes, o procedimento é igual a uma enxertia comum. "Pega-se a pele, lava-se, e a coloca em cima da área descoberta", explica Menezes. O médico também falou da possibilidade de perda da pele, quando não sofre adesão ao organismo receptor. "Isso pode acontecer por diversas razões, entre elas por conta da pele ser velha, por alguma contaminação ou por ter levado um tempo demorado de enxerto. Isso acontece por conta mais da condição da pele, do que por rejeição do paciente. O paciente estava bem para receber o transplante", garante.
O enxerto de pele foi obtido por meio de uma parceria com o banco de pele de Porto Alegre, através de uma parceria com a Sesab. Além de Dr. Valber, cirurgião responsável pelo procedimento, houve também participação da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital e do Dr. Carlos Brilha, cirurgião do Hospital geral do Estado (HGE) que trouxe um equipamento com capacidade de aumentar a extensão da pele.
O primeiro transplante de pele do Brasil foi realizado há cerca de 20 anos em Porto Alegre, onde está o mais antigo banco de peles do País. Atualmente Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Paraná também possuem banco de pele. Dr. Valber fala que a Bahia já tem o projeto e os equipamentos, só falta montá-lo. "Com isso, não precisaremos mais mandar os pacientes para outros estados para colocar a pele, se tivermos um banco aqui", ressalta.
Ascom Hupes