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Construção transformará Hospital Getúlio Vargas em referência
Instituição de referência no atendimento à saúde da população do estado do Amazonas e municípios vizinhos da região Norte, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) anunciou nesta segunda-feira, 10, o prosseguimento do processo de ampliação da unidade.
Vinculado à Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o hospital integra a rede de 46 hospitais universitários do país e a obra para ampliação é uma das ações contempladas com recursos do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), criado em 2010 e executado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação. A construção objetiva ampliar o atendimento à população e qualificar o campo prática dos estudantes da universidade.
Durante os últimos meses, a administração da universidade trabalhou, em interlocução junto ao Tribunal de Contas da União para esclarecer aspectos do projeto de construção. O órgão havia determinado a suspensão do processo licitatório sob a alegação de sobrepreço em alguns itens. Após análise do órgão de fiscalização e retificação de alguns itens por parte da universidade, foi demonstrado o cumprimento de todas as determinações feitas pelo Tribunal e o processo foi arquivado.
"Agora, só temos que nos preocupar com a republicação do edital, fazer a análise das empresas, contratar a melhor e tocar a obra", declarou a reitora da UFAM, professora Márcia Perales. Com as medidas, o custo original do projeto, de aproximadamente R$ 94 milhões, teve uma redução de 10%, sem comprometimento das especificidades necessárias ao complexo.
Após a conclusão das obras, o HUGV terá uma estrutura física dez vezes maior que a atual e, além da clínica cirúrgica e médica, contará com clínica pediátrica e de ginecologia e obstetrícia. O vice-diretor do HUGV, Rubem Júnior, destacou que a construção faz parte da atual política dos ministérios da Educação e Saúde para que todos os hospitais universitários sejam equipados com o que há de melhor. "Esse espaço físico é para dar qualidade de assistência a todo cidadão da região norte. Nós vamos poder oferecer o mesmo tipo de terapêutica que existe nos melhores centros de saúde do país", destacou. Em 2011, por meio de compras centralizadas e pregões eletrônicos, uma das ações do programa Rehuf, o HUGV recebeu novos equipamentos. Foram adquiridos um angiógrafo digital, um mamógrafo e um aparelho de ressonância magnética, entre outros insumos.
Segundo o prefeito do Campus Universitário da UFAM, professor Marco Antônio Mendonça, o novo HUGV "será um hospital referência e de grande utilidade não só para Manaus como para toda a região amazônica". Atualmente, o hospital atende pacientes do Amazonas e até de estados vizinhos.
Júnior destacou ainda que o novo hospital permitirá que o fluxo de pacientes encaminhados para hospitais das regiões sul e sudeste do país diminua, visto que será possível fazer transplantes e cirurgias de maior complexidade.
Com 23 programas de pós-graduação com residência médica e formação anual de, aproximadamente, 160 médicos pós-graduados na área clínica, cirúrgica e pediátrica, o HUGV é também referência na área do ensino, além da assistência.
Sobre o novo HUGV - O novo hospital terá 13 pavimentos, heliponto e garagens com capacidade para 420 veículos. No total, a área construída será de 34.660 m², abrigando atividades assistenciais e de ensino. Além disso, as novas instalações permitirão uma capacidade de internação de 300 pacientes, sendo 30 vagas destinadas a pacientes em regime de terapia intensiva.
Um dos grandes marcos tecnológicos do novo HUGV será a Sala Híbrida de Cirurgia – uma das primeiras do país – formatada para realização de cirurgias assistidas por equipamentos de imagens. Consta ainda no projeto a construção de 11 salas de cirurgia, algumas equipadas para realização de transplantes, e um Centro de Diagnóstico com equipamentos de última geração para realizar exames de Ressonância Nuclear Magnética, Tomografia, Medicina Nuclear, Raio X, Endoscopia, entre outros. Também serão realizadas terapia renal substitutiva (hemodiálise) e quimioterapia.
Outra novidade serão os serviços obstétricos, gerenciados a partir da técnica PPP (pré-parto, parto e pós-parto), que possibilitará melhorias no atendimento aos pacientes e no aprendizado dos futuros profissionais. Tratamentos de hemodiálise e quimioterapia também serão oferecidos. O prazo para o término das obras é de 36 meses a partir do início da construção.
Assessoria de Comunicação Social com informações da Assessoria de Comunicação da UFAM.