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DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO
Cerca de 100 mil brasileiros devem ser diagnosticados com insuficiência cardíaca em 2017
Brasília (DF) – O Dia Mundial do Coração é comemorado em 29 de setembro, data que lembra a importância de uma vida saudável para se evitar doenças coronárias, devido ao grande número de pessoas com problemas cardíacos. “Só esse ano, cerca de 100 mil brasileiros devem ser diagnosticados com insuficiência cardíaca”, contabiliza André Telis, cardiologista do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB), localizado em João Pessoa e filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
O coração ocupa lugar central no sistema circulatório. É uma espécie de bomba que leva sangue a todo o corpo, uma operação contínua que exige muita energia. O excesso de gordura e de colesterol pode obstruir as artérias coronárias, levando esta bomba a perder força. “Dietas e exercícios protegem o coração e podem, inclusive, tratar corações já doentes. Ao evitar o sedentarismo, o ganho de peso excessivo e as comidas muito gordurosas e com sal, evita-se os principais fatores de risco para doença cardíaca”, lembra André Telis.
Segundo Rivaldo Coelho, coordenador técnico de Educação Física do HULW, para prevenção de doenças do coração é fundamental “possuir uma rotina de exercícios aeróbicos (caminhar, esteira, pedalar), resistidos (musculação) e exercícios que contemplem o equilíbrio e a flexibilidade”, explica.
Erika da Cunha, 43 anos, é um bom exemplo de pessoa que se previne de doenças do coração. Além de fazer atividades físicas, evita frituras e refrigerantes em sua alimentação. Há um ano, Erika ingressou no Espaço Fitness do HULW. “Graças aos exercícios físicos e à minha alimentação, minha saúde vai muito bem, os exames regulares que faço não apontam nada no coração”, relata.
Assim como os exercícios físicos, a dieta deve ser orientada por profissionais, de forma a ser elaborado um plano alimentar. “É importante conhecer a quantidade de calorias, de carboidratos e a combinação de nutrientes adequados às necessidades de cada um”, diz Andressa Spinelli, nutricionista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), situado em Recife e também filiado à Ebserh.
Reabilitação
Deraldo Souza, 52 anos, é diabético e se submeteu, em fevereiro, a uma cirurgia, quando foram implantadas em seu coração, duas pontes de safena e uma mamária. Desde então, faz exercícios duas vezes por semana, sempre com acompanhamento de um educador físico. A atividade física ocorre no Serviço de Reabilitação Cardíaca do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, localizado em Aracaju e também filiado à Ebserh.
“O paciente faz exercícios cardiorrespiratórios e de força, concomitantemente. Após três, quatro meses, é avaliado por fisioterapeutas, para possível alta”, explica Ayslan de Araujo, profissional de educação física do HU-UFS. “Progressivamente, os educadores físicos vão permitindo que eu faça mais exercícios, caminhadas leves. Reduzi carboidratos, açúcar e sal. Se eu levasse uma vida assim antes, não haveria a necessidade da cirurgia”, conta o paciente.
Essa parece ser a realidade de muitas pessoas, que levam uma vida sedentária e desregrada. “Junto a doenças como infarto, problemas nas válvulas e derrames cerebrais, o coração lidera o ranking das principais causas de mortes no mundo. Em 2016, 450 mil brasileiros morreram por problemas cardíacos”, avalia André Teles, do HULW.
Seja para prevenir doenças cardíacas ou para a recuperação e tratamento do coração, uma vida mais saudável é fundamental para a boa saúde do órgão mais importante do corpo humano.
Sobre a Ebserh
Estatal vinculada ao Ministério da Educação, a Ebserh administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh