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DOAÇÃO
Biblioteca Móvel estimula a leitura entre pacientes e acompanhantes em hospital de Dourados
Implantada há um ano, a Biblioteca Móvel tem ajudado a diminuir a ansiedade e a angústia de pacientes e acompanhantes
É um acervo tão diversificado quanto o público ao qual se destina. De clássicos da literatura brasileira, como diversas obras de Machado de Assis, a best sellers de autores estrangeiros e títulos de autoajuda, os 780 exemplares de livros e revistas que integram a Biblioteca Móvel do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) são todos provenientes de doações.
Implantada há um ano, a Biblioteca Móvel tem ajudado a diminuir a ansiedade e a angústia de pacientes e acompanhantes por conta dos – muitas vezes longos – períodos de internação. Iniciativa da Ouvidoria do HU-UFGD, em conjunto com o Serviço Social e com o apoio da Biblioteca do hospital, o projeto é executado por colaboradoras voluntárias, vinculadas à Gerência Administrativa.
Equipadas com dois carrinhos de supermercado, elas percorrem todas as enfermarias duas vezes por semana, oferecendo a leitura e também atividades lúdicas para os pacientes da Pediatria. "Com as crianças, o que faz mais sucesso são os gibis e os desenhos para pintar. Entre os adultos, a preferência que a gente nota é pelas revistas de variedades", conta Joana Paula Natal Araújo, uma das voluntárias.
A ouvidora do HU-UFGD, Edméia Barrios de Azambuja Gonçalves, explica que, apesar de o objetivo geral do projeto estar definido como "estímulo à leitura", os benefícios esperados vão muito além disso. O projeto visa também "promover a integração dos usuários com as equipes de saúde, colaborar indiretamente com o restabelecimento e a recuperação do paciente, prevenir possíveis patologias associadas ao estresse e à ociosidade, aplicar princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização e contribuir com o estabelecimento do vínculo relacional ou solidário com usuários e servidores".
Poesia
Apesar da preferência generalizada pelas revistas de amenidades, às vezes aparecem pacientes com gosto diferenciado. Joana lembra de uma senhora indígena que, durante os mais de seis meses de internação, pedia sempre por livros de poesia. "O mais interessante foi que ela acabou 'contagiando' as outras pacientes do quarto e todas passaram a ler poesia também", conta.
Doações são bem-vindas
Desde o início do projeto, a proposta foi trabalhar apenas com material proveniente de doações. Quando chegam, os livros passam por uma higienização, supervisionada pela bibliotecária Lívia Maria Fernandes, e são etiquetados. A cada semana, as voluntárias escolhem o material que vai compor cada carrinho, geralmente de acordo com o perfil dos pacientes internados e de seus acompanhantes. "Eu já estive na condição de acompanhante e sei como é importante ter um suporte assim", diz Jucilene Assunção de Oliveira, também voluntária do projeto.
Quem quiser doar livros, revistas, gibis ou, ainda, materiais como lápis de cor e giz de cera para o projeto pode entrar em contato com a Ouvidoria do HU-UFGD, pelo telefone (67) 3410-3001. Os exemplares podem ser de qualquer gênero, com exceção de materiais didáticos.
Com informações do HU-UFGD