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MEIO AMBIENTE
AGU cobra R$ 618 milhões de infratores ambientais em 26 ações civis públicas
- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta terça-feira (2/6) o ajuizamento de 26 ações civis públicas que cobram mais de R$ 618 milhões de infratores ambientais e englobam 35,5 mil hectares a serem recuperados por todo o País. O lote de ações integra o programa AGU Recupera, da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente (Pronaclima), e foi anunciado durante o seminário “Dia mundial do meio ambiente: clima, justiça e futuro”, na Escola Superior da AGU (Esagu), em Brasília. Desde 2023, quando o programa foi criado, foram ajuizadas 247 ações, com quase R$ 5 bilhões em cobranças a infratores.
Além da indisponibilidade de bens, as ações pedem o bloqueio de acesso a crédito, a suspensão de benefícios fiscais e o embargo de atividades degradadoras nas áreas sob litígio.
O coordenador operacional do programa, procurador federal Júlio Borges, considera que “o AGU Recupera reflete não apenas a consolidação da agenda de proteção ambiental no âmbito da AGU, mas também o reconhecimento do papel da instituição como parte de um processo mais amplo de amadurecimento das estratégias de controle do desmatamento no país.”

- Foto: Daniel Estevão/AscomAGU
Entre as 26 ações do lote, a maior em área e valores envolve uma autuação do Ibama por desmatamento de 3,7 mil hectares de vegetação nativa da Amazônia, no município de Manicoré (AM). Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o responsável pelo desmatamento pretendia promover a venda irregular de lotes da área desmatada, além da criação de gado.
Coordenada pela Pronaclima, a força-tarefa reuniu a Procuradoria-Geral Federal (PGF), a Procuradoria-Geral da União (PGU) e as Procuradorias Federais Especiais (PFE) junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
AGU Recupera
O programa AGU Recupera foi criado em 2023 para adotar medidas jurídicas de proteção dos biomas e do patrimônio cultural do Brasil, com base no princípio da reparação integral.
Formado por procuradores federais e advogados da União, é responsável por atuações prioritárias em causas da União, Ibama e ICMBio que envolvem a reparação de danos ambientais e a punição a infratores ambientais nos biomas Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Pampa e Mata Atlântica. Também atua em processos que digam respeito ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU