INOVAÇÃO PORTUÁRIA

Uso de drones em instalações portuárias moderniza o monitoramento de obras

Imagens aéreas ajudam a acompanhar projetos e documentar investimentos; iniciativa está alinhada à agenda de inovação portuária do MPor

Publicado em 15/10/2026 16:53
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Imagem aérea registrada por drone
Terminal de uso privado (TUP) da Cargill, em Porto Velho (RO), teve a construção acompanhada por imagens captadas por drones. Foto: Wescley Sousa/Antaq

O uso de drones tem ampliado as possibilidades de acompanhamento de obras e de fiscalização de instalações portuárias. Com imagens aéreas de alta resolução e recursos de modelagem digital, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) consegue registrar diferentes etapas de empreendimentos, comparar a evolução física das obras com os projetos aprovados e reunir evidências para apoiar a fiscalização.

Essa iniciativa dialoga com a agenda de inovação do Ministério de Portos e Aeroportos. Instituída em setembro de 2026, a Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I-Portos) estabelece diretrizes para incorporar a modernização ao planejamento do setor, estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas para os desafios da atividade portuária.

Em Porto Velho (RO), a tecnologia foi aplicada tanto no acompanhamento da construção de um novo terminal privado de movimentação de grãos quanto na verificação de melhorias realizadas no porto público. Os casos mostram como os registros aéreos podem ajudar a documentar a execução de investimentos e o cumprimento de obrigações assumidas pelos operadores.

Acompanhamento de obras

Na construção do terminal de uso privado (TUP) da Cargill, em Porto Velho, drones foram usados desde as etapas iniciais do empreendimento. As imagens registradas em diferentes momentos foram organizadas em mosaicos georreferenciados, chamados de ortomosaicos, que permitem visualizar e comparar a área da obra ao longo do tempo.

Esse acompanhamento possibilitou avaliar a evolução do empreendimento em relação ao cronograma e ao projeto aprovados. Os registros foram produzidos até a conclusão da construção, em junho de 2026, formando um histórico visual das diferentes fases da implantação.

Imagem aérea do TUP Cargill
Início das obras do TUP da Cargill – Foto: Wescley Sousa/Antaq

A comparação entre imagens de períodos distintos ajuda a documentar o avanço físico da obra e oferece subsídios para a análise do cumprimento do planejamento estabelecido. Com recursos como modelos tridimensionais e modelos digitais de elevação, também é possível representar características do terreno e das estruturas, conforme as necessidades de cada inspeção.

Fiscalização de melhorias

No Porto Público de Porto Velho, os drones foram empregados para acompanhar compromissos de modernização vinculados à prorrogação do contrato de arrendamento. A fiscalização usou imagens aéreas para verificar a substituição de correias transportadoras, elevadores de carga e coletores de partículas.

O registro remoto permitiu observar essas estruturas sem exigir que os fiscais trabalhassem em altura. Além disso, as imagens ofereceram uma fonte de verificação complementar às informações apresentadas pela própria empresa responsável pelas instalações.

O material produzido também pode subsidiar relatórios de fiscalização e processos administrativos, contribuindo para documentar as condições encontradas e verificar o cumprimento de obrigações contratuais.

As imagens aéreas também ajudam a identificar possíveis irregularidades ambientais nas instalações portuárias, como vazamentos de cargas, derramamentos de insumos na água e ocupações ou intervenções irregulares. A identificação dessas ocorrências permite direcionar a fiscalização para situações que exigem verificação e providências.

Tecnologia na fiscalização

O uso de aeronaves não tripuladas – denominação adotada na legislação brasileira para os drones – começou a ser testado em Porto Velho em 2016, pelo especialista em regulação Wescley Ferreira de Sousa, chefe da Unidade Regional da Antaq no município.

Para ele, a tecnologia amplia as possibilidades de inspeção e oferece novos recursos para verificar as condições das instalações portuárias. “Com as imagens aéreas, conseguimos observar estruturas de diferentes ângulos e registrar detalhes que ajudam a entender melhor as condições das instalações. Isso dá mais elementos para a análise dos fiscais e para a documentação das inspeções”, explica.

A tecnologia também é usada por outras unidades regionais da Agência, como as de Curitiba (PR), Salvador (BA) e Vitória (ES). As aplicações incluem o registro de instalações, o acompanhamento de intervenções e a produção de imagens que auxiliam o trabalho dos fiscais.

Ao permitir observar estruturas e comparar registros feitos em diferentes momentos, os drones ampliam os recursos disponíveis para acompanhar obras e investimentos portuários. As imagens não substituem a análise técnica dos fiscais, mas oferecem documentação adicional para verificar a execução dos projetos e das obrigações assumidas.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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