NAVEGAÇÃO

No Norte do país, Hidrovia Verde conecta produção e abastecimento nos estados do Amazonas, Pará e Amapá

Grãos, minérios, combustíveis, fertilizantes e máquinas estão entre as cargas transportadas pelo corredor

Publicado em 27/10/2026 14:49
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Vista aérea de embarcação que transporta barcaças carregadas em um rio.
O corredor é responsável pelo transporte de grãos, minérios, combustíveis, fertilizantes, veículos, máquinas e cargas em contêineres pela região. Foto: Divulgação

Com cerca de 1.602 quilômetros de extensão entre Manaus e a Barra Norte, na foz do Rio Amazonas, a Hidrovia Verde conecta o escoamento da produção e o abastecimento nos estados do Amazonas, do Pará e do Amapá. O corredor é responsável pelo transporte de grãos, minérios, combustíveis, fertilizantes, veículos, máquinas e cargas em contêineres pela região.

Sementes e frutos oleaginosos, grãos, cereais, minérios e fertilizantes estão entre os produtos transportados como granéis sólidos. No grupo de granéis líquidos e gasosos estão combustíveis, óleos minerais e produtos químicos.

Entre as cargas gerais estão automóveis, tratores, semirreboques, ferro fundido, aço, máquinas e aparelhos elétricos. A variedade de mercadorias mostra a importância da hidrovia para o transporte de insumos e equipamentos, o escoamento da produção e o abastecimento regional.

A distribuição de combustíveis é um exemplo da integração logística entre os estados. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a maior parte do diesel que abastece o Amapá tem origem no Pará.

Condições de navegação

No Amazonas, o transporte de produtos destinados a Manaus e ao interior exige operações adaptadas às condições dos rios. A ANP identifica Itacoatiara, a Enseada do Madeira e o Tabocal entre os pontos críticos para a navegação e para a logística de abastecimento da região.

Em períodos de restrição de calado, podem ser necessárias operações de alívio e transbordo. Nesses procedimentos, parte da carga é transferida entre embarcações para permitir a passagem por trechos com menor profundidade.

Segundo a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), o Canal do Tabocal e a Foz do Madeira estão entre os principais gargalos identificados no corredor. As condições de navegação nesses trechos interferem na programação das viagens e na capacidade de transporte, especialmente durante a estiagem.

Estruturação do projeto

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), estrutura o projeto de concessão da Hidrovia Verde. Os estudos avaliam intervenções e serviços para melhorar as condições de navegação e dar mais previsibilidade ao transporte pelo corredor.

O projeto da Hidrovia Verde conta com um diagnóstico preliminar. A primeira proposta de modelagem da concessão será construída com contribuições das reuniões participativas conduzidas pela Antaq, que abordam aspectos ambientais, de engenharia e de mercado.

Nessa etapa, serão definidas as intervenções e os serviços, além dos parâmetros de navegação previstos para o corredor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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