AMAZONAS

IP4s registraram cerca de 2,85 milhões de movimentações de passageiros entre janeiro e julho deste ano

Em 41 municípios do estado, instalações portuárias facilitam o deslocamento da população e o acesso a serviços essenciais

Publicado em 17/09/2026 12:04
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Vista aérea do Porto de Parintins, no Amazonas, com embarcações atracadas, píer flutuante e área urbana ao fundo.
A relação inclui municípios como Tabatinga, Tefé, Parintins, Coari e Santa Isabel do Rio Negro, demonstrando o alcance territorial do serviço. Foto: Porto de Parintins/Divulgação

No Amazonas, o acesso a uma consulta médica, à escola, ao trabalho ou a um serviço público muitas vezes começa às margens de um rio. Para quem depende do transporte fluvial, as Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4s) representam mais do que pontos de embarque e desembarque. Elas conectam comunidades a direitos e oportunidades.

Dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ajudam a dimensionar essa realidade. Entre janeiro e julho deste ano, as instalações portuárias acompanhadas pelo órgão registraram cerca de 2,85 milhões de movimentações de passageiros. Os registros abrangem 41 municípios contemplados pelo transporte aquaviário de passageiros, conforme informações do Atlas Aquaviário do Dnit. A relação inclui municípios como Tabatinga, Tefé, Parintins, Coari e Santa Isabel do Rio Negro, demonstrando o alcance territorial do serviço.

O maior movimento mensal ocorreu em junho, com mais de 507 mil registros. Janeiro aparece em seguida, com aproximadamente 478 mil movimentações, e julho, com cerca de 447 mil.

Acesso a direitos

Por trás de cada movimentação existe uma necessidade concreta. Há quem viaje para realizar consultas, exames ou tratamentos de saúde, frequentar a escola, trabalhar, emitir documentos, acessar benefícios sociais, comercializar produtos ou resolver questões em órgãos públicos.

Em municípios onde o transporte fluvial é essencial para a mobilidade, as IP4s organizam o acesso às embarcações e oferecem melhores condições para o embarque e o desembarque de passageiros.

Essa conexão ocorre nos dois sentidos. Ao mesmo tempo que permitem o deslocamento dos moradores, as instalações apoiam a circulação de profissionais e o transporte de alimentos, medicamentos e outros produtos necessários ao cotidiano das comunidades.

A infraestrutura portuária não substitui hospitais, escolas ou unidades de atendimento, mas ajuda a população a chegar até esses serviços. Por isso, a implantação e a manutenção das IP4s integram uma política pública de mobilidade, acesso a direitos e integração territorial.

Desenvolvimento regional

As instalações apoiam a circulação de trabalhadores, profissionais, pequenos produtores e mercadorias. Essa conexão favorece o abastecimento, a comercialização da produção local e a geração de renda, além de aproximar comunidades das sedes municipais e dos centros regionais.

Em um território marcado por grandes distâncias, oferecer acesso adequado às embarcações ajuda a reduzir o isolamento e a ampliar as oportunidades para a população. Na Amazônia, onde o rio integra comunidades e cidades, as IP4s aproximam a população de serviços essenciais e oportunidades.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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