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Inédito! Brasil conquista 5 ouros na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica

Publicado em 12/11/2021 13h42
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De forma inédita na história, a delegação brasileira conquistou cinco medalhas de ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).

Na XIII edição da OLAA, a equipe brasileira também conquistou a melhor Prova Teórica Individual, a melhor Prova Observacional e a melhor Prova Teórica por Equipes Multinacionais e a melhor Prova de Foguetes Simulados por Equipes Multinacionais, outro feito inédito.

Este ano, a coordenação da OLAA ficou por conta do Peru, que organizou uma competição virtual, de 25 de outubro a 10 de novembro de 2021.

Participaram desta edição 79 estudantes de 16 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, além de Costa Rica, El Salvador e Venezuela, que participaram pela primeira vez. Belize participou como observador.

A equipe brasileira foi composta por: Isabela Pereira Gregio (16 anos, da Escola Harmonia Bilíngue, em Campo Grande/MS); Leonardo Vellar Augé (17 anos, do Colégio Gonzaga, em Pelotas/RS); Luís Otávio Trotti Martins Guedes de Souza (18 anos, do Liceu Jardim, em Santo André/SP); Paulo Henrique dos Santos Silva (16 anos, do Colégio Objetivo, em Santana de Parnaíba/SP) e Wesley Antônio Machado Andrade de Aguiar (17 anos, do Col. Militar de Manaus, em Manaus/AM).

Os líderes foram os professores Dr. Júlio César Klafke, do Col. Objetivo/Inst. Alpha Lumen, e Dr. Eugênio Reis Neto, do Observatório Nacional/MCTI.

Os estudantes tiveram que enfrentar 1 Prova Teórica Individual, 1 Prova Teórica por Equipes Multinacionais, 1 Prova de Foguetes Simulados por Equipes Multinacionais e 1 Prova Observacional.

Para fazer parte da equipe, os cinco estudantes passaram por uma verdadeira maratona. No ano passado, eles realizaram a prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e um processo pré-seletivo através de provas online. Além disso, participaram de um rigoroso treinamento, também seletivo, de maio a agosto deste ano, com professores e astrônomos profissionais de diversas instituições.

Na OLAA, as questões abordaram temas que envolviam conhecimentos de trigonometria esférica, dinâmica planetária, propulsão e manobra de satélites artificiais, fotometria e astrofísica geral, incluindo temas atuais, como a surpreendente perda de brilho da estrela Betelgeuse e o novíssimo projeto do radiotelescópio brasileiro BINGO. Na prova simulada de foguetes, as equipes multinacionais tiveram que modelar protótipos funcionais através do programa livre OpenRocket.

Além das provas, os estudantes participaram de várias atividades acadêmicas e puderam conversar e tirar dúvidas com o cosmonauta russo Alexander Lazutkin. Também assistiram apresentações sobre astronomia Inca e fizeram um passeio virtual pelo mais antigo observatório astronômico das américas, "El Observatorio Solar Chankillo". Os estudantes também deixaram suas mensagens e recados para o futuro através de uma atividade intitulada "Máquina do Tempo", um repositório de mensagens que só será aberto daqui a 100 anos.

Assim ficou a classificação final:

  • Isabela Pereira Gregio - Ouro e melhor Prova de Foguetes Simulados por Equipes Multinacionais

  • Leonardo Vellar Augé - Ouro e melhor Prova Observacional

  • Luís Otávio Trotti Martins Guedes de Souza - Ouro

  • Paulo Henrique dos Santos Silva - Ouro e melhor Prova Teórica Individual

  • Wesley Antônio Machado Andrade de Aguiar - Ouro e melhor Prova Teórica por Equipes Multinacionais

Sobre a OLAA

Fundada em outubro de 2008, no Uruguai, a Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) é uma olimpíada internacional realizada na América Latina onde competem alunos de até 20 anos que não estejam matriculados no ensino superior. Cada país pode participar com uma equipe de até 5 integrantes, necessariamente mistas (com alunos dos dois gêneros).

Os principais objetivos da OLAA são compartilhar conhecimentos, gerar vínculos de comunicação e colaboração, fomentar a difusão e o aperfeiçoamento docente, assim como gerar vocações pela Astronomia, Astronáutica e Ciências afins. Sua primeira edição ocorreu no Ano Internacional da Astronomia, em 2009, no Rio de Janeiro, Brasil, com a participação de 7 países.