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SEMANA DO MEIO AMBIENTE
Semana Nacional do Meio Ambiente destaca papel do oceano na agenda climática e ambiental
As atividades integraram as celebrações do Dia Mundial do Oceano, comemorado em 8 de junho - Foto: Divulgação/MMA
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria Nacional de Mudança do Clima (SMC), promoveu uma série de atividades dedicadas à temática oceânica durante a Semana Nacional do Meio Ambiente, realizada entre os dias 8 e 11 de junho, na Biblioteca Nacional de Brasília. A programação reuniu representantes do governo federal, comunidade científica, organizações da sociedade civil, educadores, influenciadores e cidadãos para debater desafios e soluções relacionados à conservação marinha, ao enfrentamento da poluição por plástico e à gestão sustentável da zona costeira.
As atividades integraram as celebrações do Dia Mundial do Oceano, comemorado em 8 de junho, e reforçaram a importância dos ecossistemas marinhos para a regulação do clima, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
Dia Mundial do Oceano
A programação teve início com uma sessão especial no Cine Alvorada em celebração ao Dia Mundial do Oceano. Na ocasião, foi exibido o documentário Ocean, do naturalista britânico David Attenborough. A produção destaca a importância dos oceanos para o equilíbrio ambiental do planeta e chama atenção para os desafios relacionados à sua conservação.
A atividade contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; da primeira-dama, Janja Lula da Silva; do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; do secretário nacional de Mudança do Clima, Aloisio Melo; da diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do MMA, Ana Paula Prates; além de convidados e representantes de diferentes instituições.
Exposição fotográfica abre programação sobre Oceano
Entre as iniciativas realizadas durante a semana esteve a Exposição Fotográfica sobre Oceano, promovida em parceria com a organização da sociedade civil EUCEANO. A mostra apresentou registros que evidenciam a beleza, a diversidade e a relevância dos ambientes costeiros e marinhos, permanecendo aberta à visitação ao longo de toda a programação.
Estratégia Nacional Oceano sem Plástico mobiliza diferentes setores
O evento “Estratégia Nacional Oceano sem Plástico: Ciência, Sociedade e Políticas Públicas para o Enfrentamento à Poluição” reuniu representantes do governo federal, da academia, do setor empresarial, de organizações da sociedade civil, além de catadores e pescadores para discutir soluções integradas voltadas à redução da poluição marinha causada por resíduos plásticos.
Na abertura do encontro, o secretário nacional de Mudança do Clima, Aloisio Melo, destacou a importância da articulação entre diferentes setores para enfrentar o problema.
“Todos os setores devem atuar de forma positiva e propositiva. É inadmissível que esse volume absurdo de plástico continue chegando ao oceano”, afirmou.
Durante os debates, representantes dos catadores ressaltaram os desafios econômicos relacionados à reciclagem de determinados tipos de plástico e defenderam o fortalecimento da logística reversa e da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
A programação também contou com apresentação sobre o Projeto de Lei nº 2.524/2022 e com a exibição de um curta-metragem da campanha “Pare o Tsunami do Plástico”.
Comunicação e educação ambiental em foco
A roda de conversa “EUCEANO + Influenciadores pelo Oceano/Meio Ambiente” reuniu comunicadores e criadores de conteúdo para discutir o papel das mídias digitais na conscientização ambiental e na mobilização da sociedade em defesa dos oceanos.
Participaram do encontro Rodrigo Thomé (EUCEANO), Heloisa Schurmann e Ale Moreno (Voz dos Oceanos), Mariana Moraes (Verdes Marias) e Mavi Brilhante.
Durante o debate, Mavi Brilhante destacou o protagonismo das novas gerações na agenda ambiental. “Os jovens não são o futuro, os jovens são o presente”, afirmou.
Voltada ao público infantil, a programação incluiu ainda o lançamento de livro e uma roda de conversa conduzida por Heloisa Schurmann, abordando a importância da educação ambiental na formação de cidadãos comprometidos com a conservação dos oceanos.
“Nossa expectativa é, com os livros, mostrar às crianças de maneira lúdica o cenário de invasão de resíduos plásticos que vem acontecendo no oceano e, por meio da literatura, inspirar esse público a entender a importância do tema e agir para defender e preservar as águas”, afirmou Schurmann.
Ao final da atividade, exemplares da coleção foram doados à Biblioteca Nacional.
Praias públicas e áreas marinhas protegidas
O acesso democrático ao litoral foi tema da roda de conversa “Praias Públicas: um direito do povo brasileiro”, que reuniu representantes do Ministério Público Federal, do Ministério do Turismo, da academia e da sociedade civil para debater a importância das praias como patrimônio público e espaços de livre acesso à população.
Durante o encontro, a diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do MMA, Ana Paula Prates, ressaltou a relevância ambiental e social desses territórios.
“A praia é um bem de todos nós. Cada brasileiro possui um pedacinho dela”, disse. Ela destacou ainda que esses territórios concentram diferentes políticas públicas e cumprem uma função ambiental fundamental, servindo como área de transição entre os ecossistemas marinhos e costeiros.
A programação também incluiu o evento “Áreas Marinhas Protegidas para a Saúde Planetária”, que destacou a contribuição das unidades de conservação para a proteção da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a manutenção dos serviços ecossistêmicos.
Na ocasião, o diretor do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, Bernardo Issa, apresentou dados sobre o avanço da conservação marinha no país. Atualmente, cerca de 26,7% da área marinha brasileira está protegida por unidades de conservação, aproximando-se da meta global de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.
A diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Iara Vasco, destacou que a efetividade dessas áreas depende de planejamento, monitoramento, fiscalização e participação social.
“A criação de uma unidade de conservação é apenas o primeiro passo. É necessário garantir planejamento, monitoramento, fiscalização e participação social para que ela produza resultados concretos para a biodiversidade e para as comunidades que dependem desses territórios”, afirmou.
Mostra de filmes encerra programação
Encerrando as atividades dedicadas ao tema, a Semana Nacional do Meio Ambiente promoveu uma mostra de filmes com a exibição das produções Maré Viva, Maré Morta e Meu Amigo Pinguim. As obras abordam a relação entre sociedade e oceano, contribuindo para ampliar o acesso à informação e estimular a reflexão sobre os desafios da conservação marinha.
Ao colocar o oceano no centro dos debates da Semana Nacional do Meio Ambiente, o MMA reforçou a importância da integração entre ciência, políticas públicas, educação ambiental e participação social para a proteção dos ecossistemas marinhos e o enfrentamento da crise climática. O oceano desempenha papel fundamental na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e na geração de benefícios sociais e econômicos para milhões de pessoas.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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