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AGRICULTURA ORGÂNICA
Em São Paulo, Marina Silva destaca papel da agricultura orgânica no enfrentamento à fome e à mudança do clima
Encontro promoveu a troca de experiências entre pesquisadores, técnicos, produtores e estudantes - Foto: Alfredo Tsuzuki/IBO
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apontou a agricultura orgânica como uma das respostas para o enfrentamento da insegurança alimentar e da mudança do clima. A declaração ocorreu durante a abertura do 1º Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica, na última terça-feira (17/3), no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Sem um clima equilibrado, de que adianta a tecnologia? De que vale toda essa quantidade de terra, se ora enfrentamos secas intensas, ora chuvas insuficientes? Esses desafios só podem ser superados com o enfrentamento da mudança do clima. E vocês também fazem parte da solução, contribuindo para a construção de processos mais resilientes e para a garantia da segurança alimentar do nosso povo”, afirmou a ministra.
Marina Silva destacou também que a agricultura orgânica oferece uma dupla contribuição no enfrentamento da mudança do clima, ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência dos sistemas produtivos, fortalecendo a produção de alimentos em cenários adversos.
“A agroecologia e a agricultura orgânica são promotoras de processos regenerativos da terra, contribuem para a preservação da biodiversidade e, ao mesmo tempo, são fundamentais para o combate às desigualdades”, pontuou.
A importância de políticas públicas para o fortalecimento do setor também foi ressaltada pela ministra. “É fundamental garantir assistência técnica, financiamento e os instrumentos necessários para que a agricultura orgânica avance e contribua cada vez mais para a saúde da terra e da população brasileira”, complementou.
“Estamos implementando a nossa política de sustentabilidade agora. Pensar em agricultura orgânica é discutir uma perspectiva de futuro, e esse é o papel da universidade pública: conversar com a sociedade”, reiterou o coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho.
O ator e produtor orgânico Marcos Palmeira destacou a importância da articulação entre os diferentes setores para impulsionar o avanço da produção orgânica no país. "É importante que todos os envolvidos com o agro no Brasil busquem pesquisas que minimizem o uso de insumos químicos. Espero que isso se popularize, com mais produtores e consumidores”, completou.
Congresso
Primeiro evento do gênero no Brasil, o Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica conecta ciência, mercado e cultura para impulsionar práticas sustentáveis e inovadoras. A iniciativa reúne trabalhos científicos e técnicos produzidos por instituições de pesquisa, universidades e profissionais do setor, fortalecendo toda a cadeia produtiva, da produção à comercialização.
O encontro também promove a troca de experiências entre pesquisadores, técnicos, produtores e estudantes, além de fomentar o debate sobre tendências e desafios para o futuro da agricultura orgânica no país.
Realizado pelo Instituto Brasil Orgânico (IBO) e promovido pela Francal, com apoio da Embrapa e participação da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri), o evento reforça o papel da integração entre conhecimento científico, demandas do mercado e valores culturais para o avanço do setor.
Aula magna
Ainda em São Paulo, Marina ministrou uma aula magna na Faculdade de Campinas (FACAMP) sobre a defesa do meio ambiente. O encontro reuniu estudantes, autoridades e representantes da sociedade civil e foi organizado pelo Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) Bertha Lutz.
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