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Sítio Roberto Burle Marx participa da exposição: “Roberto Burle Marx. Modernismo Tropical" na Suíça e na Espanha

Agenda internacional ocorre entre outubro de 2026 e junho de 2027 e vai contar com obras autorais, ilustrações da botânica Margaret Mee, objetos do cotidiano e itens de coleções pessoais

Publicado em 09/10/2026 16:24
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Sítio Roberto Burle Marx (SRBM), participa da exposição "Roberto Burle Marx. Modernismo Tropical", mostra retrospectiva inédita dedicada à obra do paisagista, que será apresentada na Europa a partir de outubro. A exposição abre ao público no Zentrum Paul Klee, em Berna, na Suíça, e depois segue para a Fundación Juan March, em Madri (Espanha).

Em Berna, a mostra ficará em cartaz de 17 de outubro de 2026 a 7 de fevereiro de 2027, com pré-estreia e abertura oficial em 16 de outubro. Em seguida, será exibida em Madri, na Fundación Juan March, de 5 de março a 13 de junho de 2027.  A entrada para a cerimônia de abertura da exposição, no dia 16 de outubro, será gratuita. Nos demais dias, o acesso ocorrerá mediante a compra de ingresso, disponível neste link.

A curadoria é assinada por Fabienne Eggelhöfer e Myriam Dössegger, do Zentrum Paul Klee, e por Manuel Fontán del Junco e María Toledo, da Fundación Juan March. A realização conta com a parceria do Instituto Burle Marx e o apoio do SRBM/Iphan.

O público brasileiro que reside ou esteja de passagem pela Suíça poderá prestigiar a exposição em sua primeira etapa europeia, em Berna. Para quem desejar conhecer mais de perto a obra e a trajetória de Roberto Burle Marx, o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, está aberto à visitação e convida o público a vivenciar esse legado em seu território de origem.

Acervo e destaques

O Sítio Roberto Burle Marx contribui com 86 peças museológicas, entre obras autorais, ilustrações da botânica Margaret Mee, objetos do cotidiano e itens de coleções pessoais do artista.

A exposição apresenta ainda 15 projetos paisagísticos emblemáticos, como o calçadão de Copacabana, documentados por meio de plantas coloridas à mão, fotografias, maquetes e filmes. Entre os atrativos, destacam-se uma instalação de vídeo de 15 metros, que convida o público europeu a mergulhar no universo vegetal do Sítio, e um mural de 13 metros projetado pelo paisagista. O público também verá pinturas, esculturas, figurinos de balé, tapeçarias e joias.

No dia 16/10, a diretora do SRBM, Claudia Storino, vai participar da cerimônia de abertura da exposição ao público, na qual falará a respeito do Sítio Roberto Burle Marx, de sua importância para a vida e a obra de Roberto Burle Marx e de seu papel atual como bem cultural e patrimônio mundial.

Um artista multidisciplinar e pioneiro da ecologia

Roberto Burle Marx (1909–1994) revolucionou o paisagismo mundial no século XX ao transpor para a composição vegetal princípios da pintura abstrata e da música, rompendo com o paradigma dos jardins geométricos europeus e criando o chamado Jardim Tropical Moderno.

Nascido em São Paulo e criado no Rio de Janeiro, Burle Marx descobriu o valor estético da flora brasileira durante uma estadia em Berlim, entre 1928 e 1930, ao visitar as estufas do Jardim Botânico de Dahlem. A partir dessa experiência, passou a defender o uso de espécies nativas, até então desvalorizadas diante das plantas europeias importadas.

Formado em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, foi também desenhista, designer de joias, tecidos e tapeçarias, cenógrafo, figurinista e cantor barítono, um verdadeiro "homem renascentista". Foi ainda um dos primeiros ambientalistas do país e usou sua projeção para denunciar o desmatamento e a perda da biodiversidade. Em expedições pelo interior do Brasil, descobriu mais de 100 novas espécies de plantas, cerca de 30 delas com o epíteto burle-marxii em sua homenagem.

Sítio Roberto Burle Marx

Localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, o Sítio foi reconhecido pela UNESCO, em julho de 2021, como Patrimônio Mundial, na categoria de Paisagem Cultural. É uma Unidade Especial do Iphan, vinculado ao Ministério da Cultura.

Adquirido em 1949 por Roberto e seu irmão, Guilherme Siegfried Marx, o espaço de 405 mil metros quadrados, originalmente nomeado como Sítio Santo Antônio da Bica, serviu como laboratório de aclimatação, cultivo e teste de associações vegetais. Hoje abriga uma das mais importantes coleções de plantas tropicais e subtropicais do mundo, com mais de 3.500 espécies vivas, funcionando como banco genético e repositório de espécies ameaçadas na natureza.

Para Roberto Burle Marx, o Sítio Santo Antônio da Bica foi muito mais que uma propriedade ou um campo de trabalho: foi o centro de sua vida e de sua criação. Adquirido em 1949, o espaço funcionou como laboratório de experimentação botânica e paisagística, mas também como o "lar ideal" do artista, capaz de acolher suas necessidades pessoais, criativas e científicas.

Como destaca o livro "Sítio Roberto Burle Marx", de autoria da própria Unidade Especial, a propriedade "não responde, portanto, a um projeto paisagístico ou arquitetônico, mas sim a um projeto de vida". Nesse território de aprendizado constante, Burle Marx testou associações vegetais, reuniu suas coleções e ergueu uma obra que, em sua totalidade, reflete sua energia criadora e sua preocupação com a preservação da flora brasileira.

Em 1985, Burle Marx doou a propriedade ao Governo Federal para garantir a continuidade das pesquisas, a preservação do acervo e a difusão do conhecimento para a sociedade.

O complexo reúne sete edificações, entre elas a Casa de Roberto, o Ateliê de Pintura, com fachada de cantaria colonial do século 19, e a Capela de Santo Antônio da Bica, do século 18, além de seis lagos. Seu acervo museológico ultrapassa 4 mil itens, incluindo arte pré-colombiana, arte sacra luso-brasileira, cerâmica popular do Vale do Jequitinhonha, vidros, cristais, conchas e obras do próprio artista. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, o Sítio permanece como o testemunho mais importante do legado do paisagista que criou o conceito de jardim tropical moderno.

Serviço

· Exposição: “Roberto Burle Marx. Modernismo Tropical"

· Locais e datas: Zentrum Paul Klee (Berna, Suíça): 17/10/2026 a 7/2/2027 (abertura em 16/10/2026); Fundación Juan March (Madri, Espanha): 5/3 a 13/6/2027

· A entrada para abertura da exposição no dia 16/10 será gratuita. Adquira o ingresso dos demais dias por esse link.

· Curadoria: Fabienne Eggelhöfer, Myriam Dössegger, Manuel Fontán del Junco e María Toledo

· Parceria: Instituto Burle Marx

· Apoio: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Sítio Roberto Burle Marx (Iphan/SRBM)

Visita exclusiva para a imprensa

A imprensa brasileira terá acesso exclusivo à exposição, no dia 16 de outubro de 2026, às 15h (horário local), junto com Fabienne Eggelhöfer, curadora da exposição, e de Claudia Storino, diretora do Sítio Roberto Burle Marx. Para mais informações sobre a visita, solicita-se o envio de e-mail para comunicacao@iphan.gov.br, até 13 de outubro, às 12h (horário de Brasília).

Os demais profissionais da imprensa internacional também estão convidados para a visita prévia à mostra, também guiada pelas curadoras Fabienne Eggelhöfer e Myriam Dössegger, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, às 10h, no Zentrum Paul Klee, em Berna. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail press@zpk.org.

 Mais informações   
Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br   
Danyelle Silva – danyelle.silva@iphan.gov.br

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Cultura, Artes, História e Esportes
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