OBRAS

Matriz de Ouro Branco (MG) receberá obras de restauro

Ordem de serviço para início das obras de restauro da Igreja Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco foi assinada nesta quinta-feira (13)

Publicado em 17/05/2021 15:12Modificado em 04/11/2022 13:47
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Igreja Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco

Igreja Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco, uma das mais antigas instituições paroquiais de Minas Gerais - Foto: André Brasil/Iphan

Emoldurada pela Serra do Ouro Branco, a Igreja Matriz de Santo Antônio, uma das mais antigas instituições paroquiais de Minas Gerais, passará por restauração. A ordem de serviço para início das obras foi assinada na última quinta-feira (13), na Prefeitura Municipal de Ouro Branco (MG). Serão investidos cerca de R$ 1,3 milhão, viabilizados pelo Fundo Nacional de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As obras visam preservar a parte arquitetônica, elétrica e luminotécnica.

A restauração igreja, tombada em 1949 pelo Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, contará também com R$ 250 mil oriundos de emenda parlamentar para obras no entorno da igreja, como reforma do adro, colocação de novo gradil e paisagismo.

A história da Igreja Matriz de Santo Antônio acompanha de forma inseparável a história do município de Ouro Branco, que teve seu povoamento iniciado no final do século XVII. A Matriz foi erguida numa fase de riqueza do pequeno povoado de Santo Antônio do Ouro Branco, ao redor da qual pequenas casas foram surgindo. A cidade, localizada a 100 km da capital mineira, fica entre as cidades históricas de Ouro Preto e Congonhas, e também faz parte da Estrada Real.

De acordo com relatos, é possível que a construção da igreja tenha se iniciado por volta de 1710, porém sua conclusão deu-se somente em 1779, como registrado em seu frontispício. Sua portada apresenta influência estilística de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O altar de São Miguel e Almas foi revestido de ouro pelo mestre pintor Antônio de Caldas em 1745, assim como o altar de Nossa Senhora do Rosário.  Merece destaque o forro interno, que tem pinturas de Mestre Ataíde, representando o Santo Antônio.

Superintendente do Iphan em Minas Gerais, Débora Nascimento ressalta o mérito da prefeitura municipal de Ouro Branco na articulação para obtenção da verba e aponta que, “quando um município assume de fato o seu papel na preservação do Patrimônio Cultural, o êxito é muito maior”.

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