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EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Iphan promove atividades de educação patrimonial em escola do Acre
Foto: Iphan
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu nos dias 23 e 24 de março, uma atividade de educação patrimonial dividida em duas etapas, com cerca de 90 alunos do primeiro ano do ensino médio do Colégio Militar Dom Pedro II de Rio Branco, Acre.
A primeira etapa da iniciativa consistiu na ida de servidores do Iphan às salas de aula para explicar os tipos de patrimônio existentes no estado do Acre, utilizando materiais institucionais para apresentar o papel do Instituto e a importância da preservação desses bens culturais.
Na segunda etapa, feita em campo, os alunos foram levados ao sítio arqueológico Jacó Sá, a cerca de 50 km da capital, Rio Branco. O local foi inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico em 2018 e preserva alguns geoglifos (estruturas de terra escavadas no solo e formadas por valetas e muretas que representam figuras geométricas de diferentes formas e dimensões), essenciais para entender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica.
Para a superintendente do Iphan no Acre, Antônia Barbosa, a percepção dos alunos durante as atividades de educação patrimonial foi positiva. “Desde o momento da palestra, eles se mostraram curiosos e participativos, fazendo perguntas e demonstrando interesse genuíno pelo tema” relatou. A receptividade ao material didático também foi muito boa, em especial uma revista de passatempos sobre patrimônio cultural, parceria entre o Instituto e o grupo Coquetel. “Muitos queriam logo preencher e explorar todas as atividades, transformando o aprendizado em algo leve e divertido” analisou Antônia.
Na etapa de campo, esse interesse ficou ainda mais evidente. Os alunos se mostraram motivados, atentos e com muita disposição para conhecer o sítio, aplicando na prática o que haviam aprendido em sala. “O engajamento foi tão significativo que não queriam encerrar a atividade: manifestaram vontade de continuar explorando, de visitar outros sítios e de aprofundar ainda mais a experiência.” celebrou a superintendente, ao descrever o entusiasmo dos alunos.
A atividade evidenciou a importância da educação patrimonial ao aproximar os estudantes de sua história, fortalecendo o sentimento de pertencimento e estimulando o interesse pela preservação cultural. Ao integrar teoria e prática, a iniciativa potencializou o aprendizado e despertou nos jovens um olhar mais sensível e atento ao patrimônio.
Segundo Antônia, o agendamento funciona mediante contato das escolas com o Iphan, que reserva o horário de acordo com a disponibilidade técnica. “Planejamos a aula teórica e a de campo conforme a faixa etária e a série da turma”, detalha. As revistas Coquetel são entregues apenas nessas ocasiões, aliando diversão e conhecimento.
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