Fórum Técnico no Rio de Janeiro debateu tutela do patrimônio ferroviário pelo Iphan
Ideias discutidas durante o evento devem subsidiar articulações e iniciativas futuras para preservação e revitalização dos bens ferroviários

Realizado em 16 de junho, na sede da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Naciona (Iphan) no Rio de Janeiro, o Fórum Técnico sobre Patrimônio Ferroviário reuniu especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para refletir sobre os quase 20 anos da Lei nº 11.483/2007. O dispositivo legal transferiu ao Instituto a responsabilidade pela tutela do patrimônio ferroviário brasileiro em decorrência da extinção da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).
Ao longo do encontro, os participantes debateram a ampliação do próprio conceito de patrimônio ferroviário, destacando a necessidade de reconhecer não apenas as estações, oficinas, locomotivas e demais bens materiais, mas também as histórias e memórias das pessoas que trabalharam na ferrovia e das comunidades que se formaram no entorno das linhas e estações de trem. A discussão evidenciou a dimensão social e cultural desse patrimônio, profundamente presente na construção de bairros, identidades e modos de vida.
Outro tema de destaque foi a forte afetividade despertada pelo patrimônio ferroviário na memória urbana. Os relatos compartilhados demonstraram como as ferrovias permanecem vivas no imaginário coletivo, constituindo referências fundamentais para a compreensão da história das cidades e de seus habitantes.
O estudo de casos relacionados ao projeto de restauração da Estação Leopoldina e às experiências de uso e ocupação do Museu do Trem contribuiu para enriquecer o debate, estimulando a construção de propostas e estratégias para a valorização desse patrimônio. As ideias discutidas durante o fórum deverão subsidiar futuras articulações e iniciativas a serem apresentadas à Prefeitura do Rio de Janeiro e ao Governo do Estado, com vistas à preservação e à revitalização dos bens ferroviários e de sua memória.
O evento reafirmou a importância do diálogo interinstitucional e da participação social na construção de políticas públicas voltadas à proteção do patrimônio ferroviário brasileiro, reconhecendo-o como elemento essencial da memória, da identidade e do desenvolvimento urbano.
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