MARABAIXO

Câmara Estadual do Amapá faz sessão solene em homenagem ao Marabaixo

Cerimônia é realizada no dia estadual do Marabaixo

Publicado em 19/06/2026 16:50Modificado há 10 dias
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Pessoas em pé dentro da Assembleia
Foto: Comunicação ALEAP

Na última terça-feira, 16, a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá fez uma sessão solene em homenagem ao dia estadual do Marabaixo. Liderando a salvaguarda do patrimônio, discursaram marabaixeiras e marabaixeiros como Josilana Santos, Diretora-Presidente da Fundação Marabaixo, e Marcelo Coimbra, Presidente da Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo (AABM), entre outros. 

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), representado pelo superintendente estadual Michel Flores, destacou a importância da preservação do Marabaixo. “Celebrar o Marabaixo é celebrar uma das mais importantes expressões da identidade cultural amapaense. Mais do que uma manifestação cultural, o Marabaixo é memória, ancestralidade, fé, resistência e pertencimento, pois desde a demarcação do extremo norte do Brasil com a construção da Fortaleza de São José de Macapá ele se faz presente nessas terras do cabo norte. A salvaguarda desse patrimônio acontece diariamente nos barracões, nas famílias, nas festas tradicionais e no compromisso das mestras, dos mestres e dos grupos culturais que mantêm viva essa herança.” 

Marabaixeiro com o certificado.
Marabaixeiro com o certificado. Foto: Comunicação-ALEAP

O encerramento da sessão foi marcado por um momento de grande emoção, com a entrega de certificados de reconhecimento da Assembleia Legislativa do Amapá aos detentores do Marabaixo. A homenagem celebrou a dedicação daqueles que mantêm viva a tradição, aplaudindo o protagonismo das famílias e dos mestres culturais que salvaguardam essa expressão tão importante. 

Marabaixo 

O Marabaixo é uma tradição afro-amapaense que reúne canto, tambor, dança, fé e comunidade. É praticado principalmente por famílias negras do Amapá.  Tudo começa com o toque das caixas, tambores feitos de madeira e couro. O som marca o ritmo dos ladrões — versos cantados em coro, que falam de fé, alegria, crítica e resistência. Quem canta se apoia no que vive e no que ouviu dos mais velhos. A dança segue o compasso: os passos são curtos, os giros envolvem o corpo todo, e as saias rodadas das mulheres dão cor e movimento à roda. 
 
O Marabaixo acontece nos barracões, espaços comunitários ligados às casas das famílias ou ao centro dos bairros. Lá se preparam os festejos, as rezas, os cantos, os caldos e a gengibirra — bebida feita com gengibre e cachaça, símbolo das festas. Esses momentos não se restringem à fé ou à devoção: são formas de organizar a vida coletiva e de passar os saberes adiante. 

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