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INPI divulga estudo sobre inovação no setor de bioplásticos
O INPI lançou nesta quarta-feira (3/6) o terceiro volume da série “Estudos de Inteligência Estratégica em Inovação”, iniciativa que analisa o papel da propriedade intelectual como indutora da inovação em setores estratégicos para o desenvolvimento nacional. Os estudos são fundamentados em três direcionadores: integração de dados, visão prospectiva e alinhamento estratégico.
Esta edição é dedicada aos bioplásticos, tema que ocupa posição crescente na agenda global de sustentabilidade e competitividade industrial. Produzidos a partir de biomassa e/ou com características biodegradáveis, esses materiais representam uma alternativa estratégica à dependência de matérias-primas fósseis. As edições anteriores da série abordaram os temas biofertilizantes, em 2024, e biocombustíveis, em 2025.
Principais conclusões
O estudo apresenta um panorama do setor de bioplásticos no Brasil e identifica oportunidades e desafios para o fortalecimento da inovação e da competitividade nacional.
1. O Brasil é o 2º maior país depositante residente de patentes de bioplásticos no INPI, mas a produção nacional dos polímeros naturais ainda é irrisória – evidência de que a PI gerada não está sendo convertida em inovação industrial.
2. A pesquisa acadêmica sobre os polímeros no Brasil reúne 266 grupos cadastrados no CNPq, concentrados principalmente em universidades públicas. O financiamento das iniciativas é realizado, em grande parte, pela FINEP e pela FAPESP. Apesar desse cenário, a ausência de editais específicos voltados ao tema limita sua inserção entre as prioridades da agenda nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
3. O estudo destaca o potencial econômico dos bioplásticos para a indústria nacional. Segundo as estimativas apresentadas, uma redução de 10% no déficit comercial de polímeros poderia gerar R$ 5,4 bilhões em valor bruto da produção. Os dados reforçam a relevância do setor não apenas sob a perspectiva ambiental, mas também como oportunidade para o fortalecimento da política industrial e da competitividade do país.
4. Os principais depositantes estrangeiros são empresas de bens de consumo (P&G, J&J, Kimberly-Clark), sinalizando que o estímulo regulatório ao consumo final pode ser mais eficaz do que subsídios isolados à P&D de polímeros de base.
5. O estudo aponta a necessidade de uma política nacional voltada ao desenvolvimento do setor de bioplásticos. Entre as recomendações apresentadas, estão a articulação com a Nova Indústria Brasil (NIB), a Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) e as iniciativas de descarbonização, por meio de instrumentos capazes de integrar pesquisa, produção e mercado.
Acesse o sumário executivo e o estudo completo na página do INPI Data.