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INPI destaca uso estratégico de dados de propriedade intelectual em evento internacional no Chile
O INPI participou, no dia 19 de maio, do evento “Inovação e propriedade intelectual para o desenvolvimento produtivo e o crescimento sustentável na América Latina e Caribe”, realizado em Santiago, no Chile, pelo Escritório Europeu de Patente (EPO) e pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). O Instituto foi representado pela coordenadora de Inteligência, PI e Inovação, Irene Von Der Weid Andrade Oliveira.
Em sua apresentação, Oliveira destacou iniciativas implementadas pelo INPI nos últimos anos para ampliar o uso estratégico de dados de PI no apoio à inovação e ao desenvolvimento produtivo. Entre elas, citou a integração das áreas de estudos econômicos e prospecção tecnológica do Instituto, permitindo a realização de análises mais robustas com dados de PI e indicadores econômicos. Segundo a pesquisadora, os estudos produzidos pelo INPI têm apoiado empresas, universidades e órgãos governamentais na tomada de decisão e na formulação de políticas públicas.
A coordenadora também apresentou iniciativas como o Observatório de Tecnologias Verdes, criado em 2024, o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID) e os estudos sobre monetização e valoração de ativos de propriedade intelectual. Irene ressaltou que os dados de PI são ferramentas fundamentais para orientar estratégias de inovação e desenvolvimento sustentável.
Brasil é destaque em estudo
Durante o evento no Chile, foi lançado um estudo conjunto do EPO e da CEPAL sobre o impacto da PI no desenvolvimento econômico da América Latina e do Caribe. O levantamento mostrou que o Brasil concentrou 45,6% dos pedidos de patente depositados na região entre 2016 e 2020, mantendo a liderança regional em depósitos de patentes.
O estudo também destacou a importância econômica das indústrias intensivas em propriedade industrial. No Brasil, setores que utilizam de forma intensiva patentes e marcas registradas representam 16% do valor agregado da indústria de transformação e mais de 750 mil empregos. Além disso, os salários nesses segmentos são, em média, mais altos do que nos demais setores da economia.
Outro dado relevante aponta que mais de 85% dos pedidos de patente depositados na América Latina e no Caribe têm origem estrangeira, o que evidencia a dependência regional de tecnologias importadas. Ao mesmo tempo, o estudo identificou o potencial das universidades e instituições públicas de pesquisa da região, responsáveis por 29% dos depósitos de patente no período analisado.
O estudo analisou dados de nove países da América Latina e do Caribe: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Peru e Uruguai. A publicação conclui que o fortalecimento da cooperação regional, da transferência de tecnologia e das parcerias de inovação pode ajudar a ampliar a capacidade de inovação doméstica e reduzir a dependência tecnológica da região.