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NOTA OFICIAL - ICMBio esclarece que não fará eutanásia em ararinhas-azuis
- Foto: Divulgação/ICMBio
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) esclarece que são falsas as alegações que circulam nas redes sociais sobre a suposta pretensão de eutanasiar ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) do Criadouro Conservacionista Ararinha Azul, em Curaçá, Bahia.
O ICMBio esclarece ainda que, em 27 de maio, houve a transferência emergencial de 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs que nunca testaram positivo para circovírus, do Criadouro Conservacionista Ararinha Azul para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) — instituição especializada em manejo de fauna, localizada em Petrolina (PE). A operação foi realizada em conformidade com rigorosos protocolos de biossegurança, abrangendo todas as etapas de captura, transporte, recepção e manejo dos animais, com o objetivo de minimizar os riscos sanitários e garantir o bem-estar das aves.
A medida buscou separar as aves positivas das negativas para o circovírus e aumentar a segurança sanitária, garantindo a saúde e o bem-estar das ararinhas-azuis ainda sem indícios do vírus. As 34 ararinhas que testaram positivo para circovírus permanecem sob guarda e cuidados do Criadouro Conservacionista Ararinha Azul.
No entendimento do ICMBio, estas aves possuem elevado valor científico, não serão submetidas à eutanásia, e poderão contribuir para o entendimento da dinâmica do circovírus em espécies neotropicais e subsidiar o desenvolvimento de protocolos de manejo sanitário mais eficazes. Assim, o ICMBio reafirma que as aves sob seus cuidados estão sendo manejadas sob rigorosos protocolos com foco em monitoramento e pesquisa.
O circovírus dos psitacídeos (araras, papagaios e periquitos) é uma doença originária da Austrália e considerada das mais graves para as aves, pois além de poder afetar as penas e o bico, pode gerar maior mortalidade de filhotes e imunossupressão das aves infectadas, facilitando a ocorrência de outras doenças. O circovírus não tem cura e pode evoluir de modo lento e progressivo, causando longos períodos de sofrimento. Apesar disso, o vírus não infecta humanos nem aves de produção.
O Instituto reitera seu compromisso com a transparência e orienta a sociedade a sempre buscar informações em seus canais oficiais.
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