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Governo apresenta balanço de queimadas e ICMBio integra ações de combate a incêndios florestais em 2026
Brigadistas combatem incêndio no Xingu - Foto: João Stangherlin/ICMBio
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou, nesta quarta-feira (4), o balanço das queimadas em 2025 e as ações de prevenção e controle de incêndios florestais para 2026.
Em apresentação à imprensa, a ministra Marina Silva detalhou os planos do Governo Federal no combate às queimadas e explanou sobre a preocupação com a possível intensificação das secas nos próximos meses.
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, também participou da coletiva. O ICMBio atua na prevenção e combate a incêndios florestais em Unidades de Conservação (UCs).
De 2023 a 2026, o Brasil intensificou suas políticas de combate a incêndios florestais em resposta a recordes de queimadas, focando na integração de ações federais, estaduais e municipais, manejo preventivo e uso de tecnologia.
Dados apresentados pelo MMA indicam uma redução em 39% da área queimada no território nacional em 2025 na comparação à média dos oito anos anteriores (2017 a 2024), de acordo com informações do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ). No Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; e no Pampa, de 45%
Entre as principais políticas criadas pelo governo Lula estão: a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (14.944/2024), o Programa Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PREVFOGO), o aumento das brigadas federais especializadas, ações de emergência e operações da Política Federal e o uso de tecnologia e inteligência.
O MMA destacou a instalação de uma sala de situação envolvendo 10 ministérios, mobilização de recursos para contratação de brigadistas e equipamentos necessários. O ministério também vem capacitando os municípios e destinando recursos para preparação local.
Até o momento, foram criadas 246 brigadas florestais federais especializadas, com 131 brigadas do Ibama e 115 brigadas do ICMBio. Em 2025, havia 2.600 brigadistas do Ibama e 1.758 do ICMBio. Entre eles, destaca-se a participação de indígenas (52%) e quilombolas (9%) nas equipes, contribuindo com conhecimento dos territórios e maior facilidade de acesso.
“Se compararmos o ano de 2023 com 2026, estamos numa situação incomparavelmente melhor. Chegamos sem orçamento, sem estrutura e com as equipes desemparadas. Hoje, ainda que nos preocupe a passagem da El Ninha, com impactos que não podemos prever, contamos com leis próprias, rede de parceiros, equipamentos, sistema de informação e recursos para lidar com as emergências climáticas e as queimadas”, afirma Marina Silva.
O presidente do ICMBio salientou a diminuição das queimadas em unidades de conservação federais e a importância do uso da técnica da queima prescrita. “Em 2025 observamos a maior queda de incêndios florestais. Foram 74% menos incêndios em relação ao ano de 2022. Isso significa mais conservação. O uso da queima prescrita, conforme prevê a nova lei, diminui o volume de combustível na natureza, evitando grandes incêndios”, explica Mauro Pires.
“É por isso que trabalhamos para a ampliação das unidades de conservação no Brasil. Essas áreas naturais têm papel fundamental no equilíbrio hidrológico e no equilíbrio de carbono na atmosfera e, assim, faz todo o sentido expandir essas áreas e protegê-las”, destacou Pires.
Plano de Manejo Integrado do Fogo
Entre as políticas do governo federal, o Plano de Manejo Integrado do Fogo vem sendo desenvolvido pelos órgãos que constituem o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), e reforça a importância de toda a rede federal, estadual e municipal atuar na prevenção e combate aos primeiros focos de fogo.
Por meio do Sistema de Informações (Sisfogo), alertas são emitidos quando se verifica aumento do material combustível, associado à elevação das temperaturas, de forma que as localidades possam atuar e evitar uma destruição de grandes proporções.
Com relação as capacitações, estão previstos 80 cursos de formação de brigadas para atuar em unidades de conservação. Esse ano deve sair também um edital da ACADEBio, para um curso de brigadistas de nível superior, com início em 2027.
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