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Ações de fortalecimento ao turismo comunitário avançam na Resex Chico Mendes
- Foto: Fernando Maia/NGI Chico Mendes
Entre os dias 31/03 e 10/04, a equipe volante da Coordenação de Planejamento, Estruturação da Visitação e do Ecoturismo (COEST) do ICMBio, a equipe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Chico Mendes e famílias da Resex envolvidas no projeto de Turismo de Base Comunitária por meio da Trilha Chico Mendes realizaram ações importantes para a consolidação da trilha. As atividades contaram com o apoio do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL), dando novos passos para fomentar a geração de renda e o fortalecimento comunitário das populações residentes na Reserva Extrativista Chico Mendes.
Uma das principais ações foi o mapeamento do trecho Wilson Pinheiro, em Brasiléia. Ao longo de mais de 65 quilômetros, foram feitas melhorias na sinalização, desobstrução de caminhos afetados por quedas de árvores e diagnóstico de pontos críticos, com vistas a aprimorar o manejo da trilha.
No trecho “Geoglifos”, em Epitaciolândia, a equipe visitou estruturas de pernoite e conversou com famílias envolvidas. Foi constatado que os espaços já estão prontos para receber visitantes. A combinação entre infraestrutura adequada, beleza cênica, vestígios arqueológicos e relatos de moradores que participaram dos “Empates” — protestos históricos pela preservação da floresta — revela o potencial do local como produto turístico de destaque.
Além disso, um levantamento recente identificou o alto potencial da área para observação de aves (birdwatching), com várias espécies de interesse registradas por especialistas.
Capacitação de moradores
Outro destaque da programação foi a oficina de sinalização rústica de trilhas de longo curso, realizada em 9 de abril no Núcleo de Base Rio Branco, no Seringal Floresta (Xapuri). O evento reuniu 30 participantes de diversas regiões da Resex e abordou, de forma teórica e prática, a sinalização de trilhas, além de contextualizar historicamente o movimento de trilhas no Brasil e no mundo.
O objetivo da gestão é transformar a trilha Chico Mendes em um instrumento de desenvolvimento sustentável, capaz de gerar renda, fortalecer a organização comunitária e preservar a floresta e a memória de luta ligada à figura de Chico Mendes. Mais do que um atrativo turístico, a trilha é entendida como uma ferramenta para valorizar o extrativismo, fortalecer as associações comunitárias e promover uma nova economia — que alia floresta em pé, produção cultural e geração de renda.
Diante do avanço da pecuária, do desmatamento e do apagamento da história de luta na Amazônia, a iniciativa representa uma resposta concreta, baseada na valorização das raízes e na construção de alternativas sustentáveis para o futuro da Resex Chico Mendes.
Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil)
O Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) é uma iniciativa do Governo Federal, em parceria com governos estaduais e municipais, que tem avançado na promoção da conservação e do desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO/MMA), o projeto é executado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais de Meio Ambiente nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia.
O ASL Brasil busca criar e expandir Unidades de Conservação (UCs), fortalecer sua gestão e ampliar o seu financiamento, contribuindo para a conectividade entre essas áreas. Para isso, investe no Fundo de Transição do Programa ARPA, em instrumentos de gestão integrada da paisagem e no fortalecimento da governança comunitária. Além disso, apoia a restauração de áreas degradadas por meio de investimentos diretos e do fortalecimento da cadeia produtiva de recuperação da vegetação nativa. A conservação da biodiversidade é promovida por meio de iniciativas de base comunitária, enquanto cadeias produtivas sustentáveis e o turismo comunitário são incentivados para gerar renda e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais. O projeto também atua na formulação e no reforço de políticas públicas voltadas à proteção e recuperação da vegetação, além de promover capacitação e cooperação regional.
O ASL Brasil se insere no Programa Regional ASL, implementado pelo Banco Mundial (BM) e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), incluindo projetos no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. Juntos, esses projetos visam melhorar a gestão integrada da paisagem na Amazônia.
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável relacionado:

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Com informações da Reserva Extrativista Chico Mendes
Comunicação ICMBio
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(61) 2028-9280



