Saúde do viajante

Publicado em 21/09/2020 00h00 Atualizado em 16/10/2020 12h25

A Anvisa disponibiliza informações para proteger sua saúde e oferece Unidades Emissoras do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia-CIVP credenciadas para emissão do CIVP.

Conheça, também, as orientações emitidas especificamente para seu país de destino e outras orientações gerais para quem quer fazer uma viagem segura.

Vacinação

É importante a atualização das vacinas de acordo com os calendários de vacinação do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Os postos da rede pública oferecem vacinas eficazes e gratuitas.

  • No momento do registro da vacinação no Cartão Nacional de Vacinação, fique atento. É preciso que sejam anotados o lote da vacina, a data de vacinação e o local onde você foi atendido.
  • Vale lembrar que as vacinas têm um período, que pode variar entre 10 dias e seis semanas, para atingir a proteção esperada. No caso da vacinação contra febre amarela, o não cumprimento do prazo de proteção pode impedir sua entrada em alguns países. Por isso, vacine-se com antecedência. 

Para saber como tirar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia, clique aqui. 

Durante a viagem

Em caso de adoecimento durante a sua viagem, busque atendimento médico e evite a automedicação.

Se você sentir alteração em seu estado de saúde durante a viagem, dentro da embarcação ou aeronave, comunique o fato à equipe de bordo. Eles tomarão as devidas providências e alertarão os serviços de saúde do local para onde você está se deslocando.

Doenças transmitidas pelas águas e por alimentos

Um problema comum em viagens é a diarreia causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Esteja sempre atento à segurança e à qualidade daquilo que você ingere ou oferece às crianças.Observe as medidas básicas de higiene e as seguintes recomendações:

  • Lave as mãos com água e sabão ou solução anti-séptica frequentemente, principalmente antes de ingerir alimentos e após utilizar sanitários ou conduções públicas, visitar mercados ou locais com grande fluxo de pessoas;

  • Beba água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura. Se isso não for possível, trate a água disponível com Hipoclorito de Sódio a 2,5%, colocando 2 gotas em 1 litro de água e aguardando 30 minutos antes de consumir; Evite adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas;

  • Assegure-se de que todo alimento esteja bem cozido, frito ou assado; Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5° C) ou bem aquecidos (acima 60 °C); Evite o consumo de frutos do mar crus; Evite consumir leite e seus derivados crus;

  • Evite o consumo de preparações culinárias que contenham ovos crus;

  • Evite frutas e verduras descascadas ou com a casca danificada: a casca protege esses alimentos de contaminação; Quando for consumir alimentos exóticos, seja prudente e não exagere;

  • Evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes;

  • Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor e data de validade, e a embalagem deve estar íntegra.

Doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos

Esse tipo de doença está, geralmente, associada ao ecoturismo e ao turismo rural, mas podem ocorrer também em áreas urbanas.

  • Utilize roupas que protejam contra picadas de insetos como camisas de mangas compridas, calças e sapatos fechados, impregnadas com Permetrina;

  • Aplique repelente à base de DEET (dietilmetatoluamida) ou Picaridina nas áreas expostas da pele, de acordo com as recomendações da rotulagem. É preciso lembrar que o uso de DEET é contraindicado para menores de 2 anos. Já para crianças acima dessa idade e com até 12 anos, o repelente à base de DEET deve ter concentração máxima de 10%. Lembre-se de que o produto deverá ser reaplicado caso a pessoa se molhe ou transpire excessivamente. O repelente deve ser aplicado depois do protetor solar;

  • Dê preferência a locais de hospedagem que possuam ar-condicionado e utilizem telas de proteção nas janelas ou mosquiteiro sobre a cama;

  • Ao se dirigir a áreas com elevada transmissão de malária e em que você vá se encontrar em situações de maior risco, como dormir em locais sem proteção para a picada de mosquitos ou só ter acesso a serviço de saúde a mais de 24 horas de distância, procure seu médico para avaliar a indicação de quimioprofilaxia;

Doenças transmitidas por outros animais

Algumas espécies de aves e mamíferos também podem transmitir doenças infectocontagiosas, inclusive no meio urbano. Portanto:

  • Evite contato próximo com aves vivas ou abatidas;

  • Caso sofra agressão por mamíferos domésticos ou silvestres, lave imediatamente a área com água e sabão e procure atendimento médico.

Doenças respiratórias

  • As doenças respiratórias mais comuns são as gripes e os resfriados. Alimentar-se bem, adotar hábitos saudáveis e higiênicos e evitar o estresse são as formas mais eficazes de prevenção.

Outras medidas para evitar doenças respiratórias, entre elas o Coronavírus, são:

  • Lavar regularmente as mãos

  • Cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar

  • Evitar aglomerações e ambientes fechados

  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas

  • Se apresentar sintomas como febre, tosse ou dificuldade de respirar , procure o serviço de saúde mais próximo 

Recomendações gerais

  • Utilize preservativo nas relações sexuais, pois essa é a forma mais segura de se proteger da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis;

  • Evite exposição excessiva ao sol. Use protetor solar no mínimo 30 minutos antes da exposição (FPS 30), reaplicando conforme orientação do fabricante. Utilize também óculos de sol e chapéu de aba larga;

  • Em caso de adoecimento durante a sua estadia, busque atendimento médico e evite a automedicação.

  • Após o retorno da viagem, caso apresente febre ou outros sintomas como diarreia, problemas de pele ou respiratórios, procure imediatamente um serviço de saúde e informe quais as regiões que visitou.