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NanoSatC-Br2 representa o incentivo à capacitação de recursos humanos para a área espacial

Nanossatélite nacional desenvolvido pela UFMS faz parte de programa científico que tem o apoio da Agência Espacial Brasileira e contou com a colaboração da UFMG, da UFABC, da UFRGS, da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (LABRE/AMSAT BR) e de startups brasileiras
Publicado em 24/03/2021 11h56 Atualizado em 24/03/2021 12h00

MCTI, AEB e INPE prestigiam a equipe do Programa NanoSatC-Br

Com pouco mais de 1,7 Kg, o NanoSatC-Br2 (Nanossatélite Científico Brasileiro) foi lançado com sucesso ao espaço nesta segunda-feira (22), direto do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. É o segundo artefato do padrão cubesat, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para monitorar, em tempo real, as condições geoespaciais sobre o território nacional. A parceria da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) com universidades federais tem fortalecido programas acadêmicos para o desenvolvimento e lançamento de nanossatélites (nanosats) brasileiros.

 O NanosatC-Br2 faz parte do Programa NanosatC-Br, que teve financiamento da AEB/MCTI, por meio de um Termo de Execução Descentralizada com a UFSM. Foram investidos, pela AEB/MCTI, mais de R$ 1 milhão para o lançamento, parte do equipamento e operação do NanoSatC-Br2, e monitoramento e pesquisa com os satélites NanoSatC-Br1 e 2.

O programa é essencialmente composto por alunos de graduação, bolsistas e professores da UFSM que atuam em cooperação e parceria com pesquisadores, tecnologistas e alunos dos cursos de pós-graduação em Geofísica Espacial, Engenharia e Tecnologias Espaciais ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI). A coordenação é realizada pelo professor e diretor do Laboratório de Ciências Espaciais de Santa Maria (LACESM/UFSM), Dr. Andrei Piccinini Legg.

 O principal objetivo do programa é a capacitação de recursos humanos para pesquisa espacial brasileira com desenvolvimento de engenharias e tecnologias espaciais na forma de cubesats (nanossatélites que seguem um padrão modular em cubos de 10 cm de aresta). Os dados colhidos pelo NanoSatC-Br2 serão estudados e comparados com os dados já obtidos pelo NanoSatC-Br1 (que está em órbita desde 2014) e por outros satélites internacionais, disponibilizados via cooperação internacional.

 Esse mapeamento geomagnético, com dados de satélites brasileiros, coloca o país em posição de destaque no levantamento de dados espaciais, assim como colabora para desenvolver pesquisas na área espacial e de desenvolvimento de engenharias e tecnologias espaciais de nanossatélites. Além disso, o programa contribui diretamente para o fortalecimento da capacidade tecnológica do país, uma vez que, com a validação no espaço das tecnologias brasileiras embarcadas nos nanossatélites, poderão ser utilizadas em outras missões, inclusive de satélites de maior porte. 

 Para a AEB/MCTI, o principal retorno é o envolvimento direto de jovens lideranças e de estudantes que estejam vinculados a projetos de P&D no setor espacial, participando de todas as fases do ciclo de vida de um satélite.  Segundo o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Paulo Barros, o Programa NanoSatC-Br cumpre seu objetivo de desenvolver capacidade espacial no Brasil e de motivar jovens estudantes a participarem de projetos espaciais.

 “O projeto, conduzido pela UFSM, permitiu participação dos envolvidos em todas as fases, desde sua especificação até sua operação”, destaca o diretor.  

 O programa, que é pioneiro no país no lançamento de satélites de pequeno porte, é caracterizado pelo desenvolvimento de missões com foco científico, tecnológico e educacional. Atualmente, conta com o NanoSatC-Br1 e o NanoSatC-Br2, que se encontram em órbita. O NanoSatC-Br3 está em fase inicial de concepção.

 Hoje, além da atuação da Universidade Federal de Santa Maria no programa NanoSatC-Br, outras duas instituições têm parceria com a AEB para desenvolvimento de nanossatélites: as Universidades Federais do Maranhão (UFMA) e de Minas Gerais (UFMG).  Ambas as iniciativas têm foco na formação de pessoas capacitadas ao desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

 

Professores da UFSM/RS, Eduardo Burger e Andrei Legg, direto do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão

 

 

Professores da UFSM/RS comemoram participação do Brasil no projeto NanoSatC-Br2

 

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia vinculada ao MCTI, responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

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