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Economia Solidária
Ministro Luiz Marinho abre 2º Encontro Nacional de Finanças Solidárias em Brasília
Foto: Tizah Braz/MTE
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta terça-feira (16) da abertura do 2º Encontro Nacional de Finanças Solidárias, em Brasília. Com o tema "Abrindo o caminho para um Sistema Nacional de Finanças Solidárias (Sinafis)", o evento representa um passo importante para a estruturação do Sistema, que tem como objetivo facilitar o acesso de crédito para os empreendimentos econômicos solidários.
O projeto do Sinafis está sendo desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) com a participação de representantes da economia popular e solidária de todo país.
Luiz Marinho destacou a importância estratégica das redes economia solidária espalhada pelo país, formada por trabalhadores e entidades, que há anos constroem esse modelo econômico. “A ideia quando se pensa na economia solidária e no cooperativismo, não é pensar simplesmente em cuidar de uma parcela excluída da sociedade, mas é lutar porque somos parte determinante da economia brasileira”, afirmou.
A elaboração do Sinafis busca fortalecer e integrar as melhores práticas em finanças solidárias no Brasil, composto por fundos solidários, bancos comunitários de desenvolvimento e cooperativas de crédito solidário. Como os empreendimentos solidários frequentemente enfrentam barreiras para acessar linhas de financiamento no mercado tradicional, o novo sistema surge como um instrumento essencial para democratizar o acesso ao crédito, promover a inclusão financeira e impulsionar o desenvolvimento territorial sustentável.
Na abertura houve a apresentação da experiência das caixas econômicas municipais da Alemanha, trazida pela Deutsche Sparkassenstiftung für Internationale Kooperation (Fundação das Caixas Alemãs). O representante da instituição, Manuel Rodriguez, explicou que o objetivo da entidade é fomentar sistemas financeiros solidários descentralizados. No Brasil, esse trabalho tem a parceria da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes/MTE) e está iniciando com o mapeamento das instituições financeiras solidárias e comunitárias. “Temos na Alemanha um sistema de 350 caixas municipais para desenvolver a economia local. O que buscamos nos nossos projetos de cooperação é justamente fomentar essas iniciativas ao redor do mundo”, pontuou Rodriguez.
Para Bárbara Rahmer, coordenadora da Rede Vencer Juntos, entidade que integra a Rede Brasileira de Fundos Solidários, o encontro coroa um sonho de mais de uma década. Ela relembrou que, no primeiro encontro em 2007, ainda não havia a comprovação técnica dessas estratégias no setor. “Hoje os resultados que vemos, mesmo em termos financeiros tradicionais, trazem um retorno fenomenal”, celebrou.
O secretário da Senaes, Fernando Zamban, contextualizou que o evento ocorre em um momento de consolidação institucional da economia solidária, impulsionada pela criação do Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes) por meio da Lei nº 15.068/2024 – conhecida como Lei Paul Singer - e sua recente regulamentação pelo Decreto nº 12.784/2025. “O debate dialoga diretamente com as prioridades do 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária, especialmente no eixo de Financiamento, Crédito e Finanças Solidárias”, destacou Zamban.
O 2º Encontro Nacional de Finanças Solidárias segue até a próxima quinta-feira, dia 18, no Centro Cultural de Brasília (CCB). O evento reúne lideranças e representantes dos principais segmentos que compõem o campo das finanças e da economia solidária no Brasil.
Confira a programação aqui:
Conheça o que é a economia popular e solidária: Economia Solidária — Ministério do Trabalho e Emprego