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SEGURANÇA ALIMENTAR
Sisan completa 20 anos com lançamento de nova plataforma, MobSISAN e Prêmio Brasil que Alimenta
Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal já aderiram ao Sisan. Até junho de 2026, 2297 municípios já fazem parte do sistema - Foto: Roberta Aline/MDS
O Governo do Brasil celebrou os 20 anos do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), nesta quarta-feira, 10 de junho. A cerimônia, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, foi marcada pelos lançamentos da nova plataforma do Sisan, da Estrutura de Mobilidade do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, MobSISAN e do Prêmio Brasil que Alimenta.
“Tiramos o Brasil do Mapa da Fome sob o comando do presidente Lula, garantindo o Plano Brasil Sem Fome em todas as regiões do Brasil. De agora em diante, a gente tem que trabalhar sempre a meta de alcançar os 100% da segurança alimentar”, lembrou Wellington Dias, ao salientar a importância do Sisan. “E esse é o desafio. Por isso, a importância da integração da política de segurança alimentar com outras políticas, com a educação, saúde, principalmente do Bolsa Família que permite essa forte integração, mas também a superação da pobreza”, afirmou o ministro Wellington Dias.
Durante o evento, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, ressaltou que políticas como o Sisan podem servir de exemplo para ajudar outros países, especialmente no âmbito da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. “Para além das fronteiras do Brasil, a gente cresceu no combate à fome. O Brasil tem muito a mostrar. O Sisan é um exemplo”, ressaltou.
A secretária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, afirmou que a luta contra a insegurança alimentar deve ser um projeto permanente e contínuo. “Quando essa falta deixa de ser prioridade política, os retrocessos acontecem e acontecem muito rapidamente”, disse. “Então, a gente celebra hoje para reconhecer o caminho percorrido até aqui, e é uma construção conjunta de todos nós que estamos aqui, para não retroceder e, sobretudo, reconhecer que a gente precisa e quer continuar a luta”, reforçou.
O Sisan é um sistema público, de gestão intersetorial e participativa, que promove a articulação entre os três níveis de governo, assim como a sociedade civil organizada, para a formulação, a implementação e o monitoramento das políticas de segurança alimentar e nutricional (SAN).
LANÇAMENTOS – Na cerimônia, o ministro Wellington Dias assinou a portaria que dispõe sobre a Estrutura de Mobilidade do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, MobSISAN, que disponibilizará veículos para apoiar as instâncias estaduais e municipais do sistema para a implementação dos planos, estratégias, protocolos e ações de segurança alimentar e nutricional nos estados e municípios.
O MDS também lançou a nova plataforma do Sisan, desenvolvida para reunir informações consolidadas sobre a política nacional de segurança alimentar e nutricional. A ferramenta traz dados atualizados sobre a adesão de estados e municípios ao sistema, além de informações sobre programas e ações coordenados pelo MDS voltados à promoção da alimentação adequada e saudável e ao combate à fome.
O edital de seleção pública do MDS nº 25, do Prêmio Brasil que Alimenta também foi anunciado na cerimônia. O prêmio destinará 700 mil reais ao reconhecimento das iniciativas da sociedade civil que combatem a fome e promovem a segurança alimentar e nutricional em todo o país.
AVANÇOS HISTÓRICOS – Criado em 2006 para integrar as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, o Sisan envolve o trabalho integrado entre União, estados, municípios e sociedade civil para garantir o direito humano à alimentação adequada. Consolidado como uma das principais estruturas de articulação das políticas públicas de combate à fome no Brasil, contribuiu para a saída do Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez.
Após a retomada e o fortalecimento do sistema em 2023, o país registrou uma redução expressiva da insegurança alimentar grave. De acordo com levantamento de dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), de 2022, e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), de 2024, a insegurança alimentar grave, que caracteriza a situação de fome, caiu de 15,5% dos domicílios para 3,2% no período, o menor patamar da série histórica. O percentual de domicílios em situação de segurança alimentar alcançou 75,8%.
As informações também revelam que a insegurança alimentar leve, caracterizada pela preocupação com a falta de alimentos no futuro, caiu de 28% para 16,4% dos domicílios entre 2022 e 2024. Já a insegurança alimentar moderada, quando há redução da qualidade da alimentação, passou de 15,2% para 4,5%.
O sistema integra o Plano Brasil Sem Fome e o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan). Entre as iniciativas articuladas estão o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Cisternas.
>> Veja dados do Sisan nas cinco regiões
EM TODO O PAÍS – A reestruturação do Sisan ampliou a presença em todo o país. No final de 2022, 536 municípios tinham aderido ao Sisan. Em junho de 2026, esse número chegou a 2.297 municípios, segundo dados da Secretaria Extraordinária de Combate à Fome do MDS. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal já aderiram ao sistema.
Em 2024, 72% dos municípios brasileiros desenvolviam ações de promoção da alimentação adequada e saudável, enquanto 78% operavam a concessão de benefícios eventuais para famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, 55% participavam do PAA e 77% compravam alimentos da agricultura familiar para o PNAE.
Dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Munic/IBGE), mostram que, em 2024, 2.851 municípios contavam com Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional, 1.358 contavam com Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional e 2.011 tinham leis municipais de segurança alimentar e nutricional.

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