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Emprego formal cresce 5% em 2025 com mais de 2,8 milhões de novos vínculos
Número de empregos formais no país em 2025, englobando o setor público e privado, teve um crescimento de 5%. Foto: Divulgação/Secom
O número de empregos formais no país, considerando o setor público e privado, cresceu 5% em 2025. Em relação a 31 de dezembro de 2024, foram registrados 2.838.789 novos vínculos, elevando o total para 59.970.945 vínculos ativos no ano. O número de estabelecimentos passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, alta de 2,1%. Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgados nesta quarta-feira, 13 de maio, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante coletiva em Brasília.
As empresas do setor privado concentraram a maior parte dos vínculos formais, com 40.071.636 empregos, o equivalente a 66,8% do total. Já o setor público respondeu por 14.125.683 vínculos (23,6%). As organizações sem fins lucrativos somaram 3.959.493 vínculos, representando 6,6% do total, enquanto os contratos com pessoas físicas e outras organizações corresponderam a 374.420 (0,6%).
"Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo”, avaliou o ministro do Trabalho e Emprego.
CELETISTAS — Luiz Marinho também destacou o crescimento de celetistas, que teve acréscimo 5 milhões de vínculos no período, e também da administração pública. “Desde 2023, geramos mais 7,8 milhões de vagas formais no mercado de trabalho, com um crescimento importante no setor público, federal, estadual e municipal, pela realização de novos concursos públicos", salientou.
Os vínculos não típicos entre os celetistas representaram 10,68% do total, demonstrando estabilidade em comparação com o ano anterior (10,75%). A análise desagregada revela que a maior concentração de vínculos não típicos está entre os trabalhadores com jornada de 30 horas ou menos, totalizando 2.908.729 vínculos, assim como nos trabalhadores vinculados a uma pessoa física (1.422.938vínculos).
GRUPOS — Todos os grandes grupamentos de atividades econômicas registraram crescimento no número de empregos formais em 2025. O destaque foi o setor de Serviços, que avançou 7,2% e adicionou 2.411.696 vínculos. Na sequência aparecem Comércio, com alta de 1,7% (172.827 vínculos), Indústria, também com crescimento de 1,7% (153.103), Construção Civil, com avanço de 2,5% (71.816), e Agropecuária, que cresceu 1,6% (29.322 vínculos).
Dentro do setor de Serviços, a Administração Pública apresentou a maior expansão, com crescimento de 15,2% no número de empregos, o equivalente a 1.483.555 novos vínculos. A maior parte desse avanço ocorreu nos municípios, responsáveis por 1.182.629 vínculos adicionais (+18,2%), seguidos pelos governos estaduais, com aumento de 408.018 vínculos (+10,3%). Também houve crescimento expressivo nas áreas de Educação, com alta de 6,2% (212.611 vínculos), e Saúde Humana, que avançou 4,2% (142.598).
O setor de Serviços também concentrou o maior estoque de empregos formais do país, com 35.694.977 vínculos ativos. Em seguida aparecem Comércio (10.486.872), Indústria (9.016.940), Construção Civil (2.956.623) e Agropecuária (1.812.263).
CRESCIMENTO REGIONAL — O avanço do emprego formal foi mais intenso nas regiões Nordeste e Norte, ambas com crescimento de 10,1%. O Nordeste registrou a criação de 1.076.603 vínculos, enquanto o Norte adicionou 354.753 postos de trabalho. O Centro-Oeste teve alta de 5,7%, com 322.513 novos vínculos. Já o Sudeste e o Sul cresceram 2,9%, com acréscimos de 807.240 e 285.514 vínculos, respectivamente.
A distribuição do emprego formal permaneceu concentrada no Sudeste, responsável por 47,4% dos vínculos do país, seguido pelo Nordeste (19,5%) e pelo Sul (16,8%).
Entre as unidades da Federação, os maiores crescimentos relativos do estoque de empregos em comparação a 2024 foram registrados no Amapá, com alta de 20,5% (31.396 vínculos), Piauí, com 13,2% (74.244), Alagoas, com 13% (81.633), e Paraíba, com 12,9% (103.278).
Em números absolutos, os maiores aumentos ocorreram em São Paulo, com 357.493 novos vínculos (+2,3%), seguido pela Bahia, com 266.035 (+9,7%), Minas Gerais, com 224.876 (+3,7%), e Ceará, com 195.462 vínculos adicionais (+10,6%).